Nacional

Quatro homens são condenados a 15 anos por estupro coletivo no Rio

Crime contra adolescente de 17 anos ocorreu em janeiro, em Copacabana; Justiça também determinou indenização de cerca de R$ 64,8 mil à vítima

Por Redação 14/10/2026 10h10
Quatro homens são condenados a 15 anos por estupro coletivo no Rio
Quatro homens são condenados a 15 anos por estupro coletivo no Rio - Foto: Reprodução

Quatro homens foram condenados a 15 anos de prisão, em regime fechado, pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A sentença manteve a prisão preventiva dos réus e determinou o pagamento solidário de indenização por danos morais no valor de 40 salários mínimos, equivalente a aproximadamente R$ 64,8 mil.

Os condenados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19. A decisão foi divulgada com exclusividade pelo programa J10, da GloboNews.

Um adolescente de 17 anos também foi responsabilizado pelo caso e respondeu à Justiça da Infância e da Juventude. Em abril, a Justiça determinou sua internação por seis meses em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

Na sentença, o juiz João Zacharias de Sá destacou a coerência do relato da vítima e sua compatibilidade com as demais provas reunidas durante o processo.

Defesas negaram o crime


Os quatro homens negaram a prática de estupro, embora tenham admitido ter mantido relações sexuais com a adolescente. As defesas alegaram que os atos foram consensuais, argumento rejeitado pelo magistrado.

O juiz ressaltou a relevância do depoimento da vítima em processos que envolvem crimes sexuais, especialmente quando o relato é coerente e encontra respaldo em outras evidências.

As defesas também sustentaram que a adolescente poderia ter inventado a denúncia por receio de que um encontro sexual coletivo fosse filmado e as imagens divulgadas. A hipótese foi descartada por falta de elementos que a comprovassem.

A decisão ainda ressaltou que não existe uma reação única diante de uma violência sexual. Segundo o entendimento exposto na sentença, vítimas podem demonstrar desespero, tentar evitar uma agressão mais grave ou ficar paralisadas.

Após a repercussão do caso, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin também passaram a ser alvo de outras denúncias de estupro encaminhadas à polícia.

Relembre o caso


O crime ocorreu em 31 de janeiro de 2026, em um apartamento em Copacabana. De acordo com o depoimento da adolescente à Justiça, ela foi ao local após ser convidada por um adolescente com quem já havia se relacionado anteriormente.

Segundo o relato, outros quatro homens entraram no quarto e passaram a agredi-la e violentá-la. A jovem afirmou ter sofrido socos, tapas e puxões de cabelo, além de ter sido imobilizada e impedida de sair do apartamento.

Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) identificaram lesões nos órgãos genitais, nas nádegas e nas costas, além de suspeita de fratura em uma costela.

Para o magistrado, o conjunto de provas reunidas durante a investigação e a tramitação do processo sustentou a condenação dos quatro réus.