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Mortes por terremoto na Venezuela chegam a 2.295 em meio a caos
Hospitais colapsam, resgates caem e ONU alerta para risco de epidemias
O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 2.295, segundo balanço oficial divulgado nesta quarta-feira (1º). Mais de 11 mil pessoas ficaram feridas e cerca de 12.800 foram diretamente afetadas, informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
Nos primeiros dias após a tragédia, mais de 5.380 pessoas foram resgatadas com vida. Porém, nos últimos três dias, apenas quatro sobreviventes foram encontrados pelas equipes oficiais, o que evidencia a queda drástica nas operações de salvamento. Um dos casos mais marcantes foi o de uma criança retirada dos escombros após seis dias.
Organizações humanitárias e a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam para o risco de epidemias em áreas devastadas, onde milhares de desabrigados dormem ao relento ou em abrigos superlotados. A OMS relatou que 38 hospitais foram danificados, sendo que alguns já não funcionam mais. A falta de médicos e enfermeiros, agravada pela migração em massa nos últimos anos, compromete ainda mais o atendimento.
Segundo estimativas da ONU, os terremotos acumularam 1,2 milhão de toneladas de entulho e deixaram 680 mil crianças em necessidade de assistência humanitária. Além disso, há relatos de surtos de doenças infecciosas e escassez de alimentos e água potável.
Sem informações claras sobre desaparecidos, famílias recorrem a grupos independentes para localizar parentes. Um desses registros já lista mais de 43 mil pessoas como desaparecidas.


