Política

Marx Beltrão critica gasolina E32 e cobra proteção ao consumidor

Deputado questiona aumento do etanol na gasolina e afirma que motoristas podem acabar arcando com eventuais prejuízos em veículos e oficinas

Por Esther Barros 11/08/2026 14h02
Marx Beltrão critica gasolina E32 e cobra proteção ao consumidor
Marx Beltrão - Foto: Reprodução

O deputado federal Marx Beltrão voltou a questionar, nesta terça-feira (11), a elevação de 30% para 32% do percentual de etanol anidro misturado à gasolina e cobrou do governo federal garantias de que a mudança não resulte em prejuízos para os consumidores. Para o parlamentar, a adoção da chamada gasolina E32 ocorreu sem segurança suficiente sobre os possíveis efeitos da nova composição nos veículos.

Marx classificou a medida como uma decisão que transfere ao motorista os riscos de uma alteração na composição do combustível. Segundo ele, relatos de problemas registrados por proprietários e profissionais do setor automotivo aumentam a preocupação sobre os impactos da mudança.

“Quando um dono de posto adultera a gasolina, ele é fiscalizado, multado e pode até ser preso. Quando o governo muda a composição do combustível e coloca em risco o patrimônio de milhões de brasileiros, querem que todos aceitem calados”, afirmou.

Entre os possíveis efeitos apontados estão desgaste e corrosão de componentes, aumento do consumo, perda de desempenho, dificuldades na partida e falhas em peças do sistema de alimentação. A preocupação é maior, segundo o deputado, em veículos que não foram projetados para trabalhar com a nova proporção de etanol.

Marx também chamou atenção para motores turbo e com injeção direta, nos quais eventuais problemas podem envolver bombas de combustível, bicos injetores, velas, sensores, mangueiras e componentes de vedação. Dependendo do modelo do veículo, reparos e substituições podem representar um custo elevado para o proprietário.

Para o parlamentar, a discussão não deve se limitar à política de incentivo aos biocombustíveis, mas incluir a proteção de quem abastece o veículo diariamente.

“Não somos contra o etanol nem contra os biocombustíveis. Somos contra decisões tomadas sem segurança suficiente, sem transparência e sem respeito ao consumidor”, declarou.

O deputado defendeu a ampliação dos estudos técnicos e a realização de testes capazes de avaliar os efeitos da gasolina E32 sobre diferentes modelos de veículos. Também cobrou mecanismos que assegurem aos consumidores proteção caso sejam comprovados danos relacionados à nova composição.

A mudança também vem sendo acompanhada com preocupação por representantes da indústria automotiva e é alvo de questionamentos sobre a necessidade de estudos mais abrangentes. Para Marx, eventuais custos decorrentes da alteração não podem ser simplesmente repassados aos motoristas.

“Se aparecer o defeito, quem paga a conta? O governo? Não. Mais uma vez, o prejuízo fica para o trabalhador”, criticou.

Marx Beltrão afirmou ainda que pretende continuar cobrando medidas voltadas à qualidade dos combustíveis e à redução do impacto dos preços sobre as famílias e os setores produtivos. Na avaliação apresentada pelo deputado, o combustível influencia diretamente os custos do transporte, da produção e da circulação de mercadorias.

“Combustível de qualidade e com preço justo precisa ser prioridade nacional, não mais um problema transferido para a população”, afirmou.


*Com informações Assessoria.