Política
Isnaldo se fortalece enquanto Lira perde influência na Câmara
Ao contrário de Lira, Isnaldo optou por se posicionar de forma ao lado de Hugo Motta, reforçando a legitimidade do atual presidente da Câmara
A aprovação do Orçamento da União de 2026, com R$ 6,5 trilhões em despesas, não apenas garantiu previsibilidade fiscal ao país como também revelou, de forma mais nítida, uma mudança no eixo de poder dentro da Câmara dos Deputados que passa pela política alagoano. No centro desse movimento estão os deputados Isnaldo Bulhões Junior (MDB-AL) e o ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).
Não é difícil perceber quem sai fortalecido política e institucionalmente e quem reduziu sua capacidade de influência sobre o atual comando do Legislativo.
Relator da Lei Orçamentária Anual, Isnaldo, o IBJ, conduziu a tramitação do texto em um ambiente marcado por tensões internas, especialmente após o embate público entre Hugo Motta, atual presidente da Câmara, e Arthur Lira, seu antecessor e principal articulador de sua eleição. O confronto ganhou repercussão nacional e ecoou na política alagoana.
Ao contrário de Lira, Isnaldo optou por se posicionar de forma ao lado de Hugo Motta, reforçando a legitimidade do atual presidente da Câmara e sinalizando que a Casa não funcionaria sob tutela informal de ex-dirigentes.
“Eu defendo o comportamento do presidente Hugo Motta, que está corretíssimo na condução. Só tem um problema: talvez ele (Lira) tenha saudade, esqueceu que o mandato dele acabou. Quem tem boca diz o que quer. A gente precisa ter respeito na condução de cada um. Ele (Lira) sempre teve o nosso, meu e do presidente Hugo”, afirmou.
O gesto teve peso simbólico e prático. Na prática, contribuiu para diminuir a influência de Lira sobre Hugo Motta, que se reaproximou do governo do presidente Lula.
O movimento coincidiu com o avanço do relatório do Orçamento, considerado uma das matérias mais sensíveis do ano legislativo. Com diálogo aberto tanto com a base do governo quanto com a oposição, Isnaldo entregou um texto viável, aprovado no Congresso Nacional.
O Orçamento assegura salário mínimo de R$ 1.621, amplia recursos para a saúde, mantém investimentos em infraestrutura e políticas sociais e preserva o espaço das emendas parlamentares, além de respeitar a meta fiscal.
Nos bastidores, a leitura é de que Arthur Lira perdeu influência sobre Hugo Motta – e por tabela – no governo. Com a ajuda de Isnaldo, o presidente da Câmara reaproximou-se do governo Lula e passou a atuar com maior autonomia. Nesse processo, Bulhões teve papel decisivo como articulador e interlocutor confiável, inclusive participando das articulações que resultaram na indicação do novo ministro do Turismo.
O contraste entre os dois alagoanos aios influentes da Câmara dos Deputados só aumenta. Enquanto Lira adotou uma postura mais “dura”, Isnaldo prefere ampliar a rede de diálogo a partir da liderança nacional do MDB. O resultado é um deputado em ascensão, que entrega resultados concretos, e um ex-presidente da Câmara que enfrenta dificuldades para manter o protagonismo de anos anteriores.
Em Alagoas, esse confronto também revela uma ascensão de Bulhões, que deve ter nas eleições do próximo ano, um número praticamente igual de apoio de prefeitos ao de Lira (na disputa para a Câmara dos Deputados).
Arthur Lira deve ir para o Senado e pretende transferir as bases de deputado federal para o filho dele, Álvaro, no cenário de hoje, 31 prefeitos e prefeitas que devem votar em quem ele indicar. Isnaldo Bulhões está “empatado” com e já soma o apoio de 28 prefeitos.
A força política de Arthur Lira em Brasília, especialmente nos quatro anos como presidente da Câmara dos Deputados, sempre teve reflexos diretos no estado, mas o avanço de Isnaldo no Congresso sinaliza uma reorganização desse tabuleiro.
O deputado alagoano relatou o Orçamento da União pela primeira e o fez em um contexto de afirmação política própria, sem tutela e com projeção nacional.
Ao final do processo, o Congresso começa a revelar uma nova correlação de forças, na qual Isnaldo Bulhões emerge fortalecido, enquanto Arthur Lira enfrenta o desafio de redefinir seu papel em uma Câmara que já não responde aos mesmos comandos de antes.Nas redesVeja o que IBJ disse no Instagram
Conduzi com responsabilidade e diálogo a construção de uma das peças mais importantes para o funcionamento do Brasil.
O Congresso Nacional aprovou a Lei Orçamentária Anual de nossa autoria com R$ 6,5 trilhões em despesas, assegurando previsibilidade fiscal, execução das políticas públicas e a transferência regular de recursos para estados e municípios.
Entre os destaques estão:
✔️ Salário mínimo de R$ 1.621, fortalecendo o poder de compra dos brasileiros;
✔️ R$ 254,9 bilhões para a saúde, acima do mínimo constitucional;
✔️ Garantia de investimentos, políticas sociais e atendimento às emendas parlamentares;
✔️ Responsabilidade fiscal, com meta de superávit e organização das contas públicas.
Com escuta ativa, equilíbrio técnico e compromisso federativo, o relatório garantiu que o país não pare, que os serviços cheguem à ponta e que o planejamento do Brasil siga firme, sem atrasos e sem improviso.
Seguimos trabalhando por um orçamento que gere desenvolvimento, justiça social e oportunidades para todos.


