Polícia

Caso Maria Clara ganha alerta internacional e novas buscas

Polícia Civil amplia investigações sobre menina desaparecida em Maceió e aciona sistema da Interpol

Por Esther Barros 25/05/2026 08h08
Caso Maria Clara ganha alerta internacional e novas buscas
. - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas intensificou as buscas por Maria Clara Gomes da Silva e solicitou a inclusão da criança no Aviso Amarelo da Interpol, mecanismo internacional utilizado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, principalmente crianças e adolescentes.

Maria Clara desapareceu em julho de 2021, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, quando tinha apenas cinco anos. Segundo as investigações, ela brincava na rua com uma amiga no momento em que foi vista pela última vez. Atualmente, a menina teria nove anos.

A medida faz parte das ações da Coordenação de Desaparecimento de Pessoas da Polícia Civil, criada em 2025 para reforçar investigações e ampliar estratégias de localização em casos registrados no estado.

Mesmo após a conclusão do inquérito em 2023 e o posterior arquivamento judicial, a corporação informou que o trabalho investigativo nunca foi interrompido. A polícia ressalta que desaparecimentos podem voltar a ser apurados sempre que surgirem novas informações.

Entre as providências adotadas estão o cadastro da criança no sistema nacional de desaparecidos, coleta de material genético dos familiares e a elaboração de uma projeção atualizada da aparência de Maria Clara, produzida em parceria com a Polícia Federal.

As imagens também passaram a ser divulgadas com apoio da Mães da Sé, entidade conhecida pelo trabalho de apoio a famílias de desaparecidos.

De acordo com o delegado Ronilson Medeiros, responsável pela coordenação da área, todos os casos registrados desde a criação do setor foram solucionados. Em 2025, Alagoas contabilizou 34 ocorrências envolvendo desaparecimento de crianças, enquanto em 2026, até abril, foram registrados 15 casos, todos com localização das vítimas.

A polícia destaca ainda que a maioria das ocorrências está relacionada a fugas de casa ou de instituições de acolhimento, sem indícios de tráfico internacional ou sequestros.

A corporação reforçou orientações preventivas aos responsáveis, como manter documentos atualizados, guardar registros médicos e acompanhar crianças em ambientes públicos.

Em situações de desaparecimento, o boletim de ocorrência deve ser registrado imediatamente, sem necessidade de aguardar prazo mínimo.

*Com Assessoria