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Destroços de míssil chinês são encontrados no Iêmen e ligados à Arábia

Modelo tem alcance de até 900 quilômetros, dependendo da versão

Por Redação 14/09/2026 17h05
Destroços de míssil chinês são encontrados no Iêmen e ligados à Arábia
Destroços encontrados no Iêmen seriam do míssil balístico chinês DF-15A - Foto: Agência IRNA

Destroços de um míssil balístico chinês DF-15A foram encontrados na província de Marib, no Iêmen. Segundo fontes ouvidas pela agência iraniana Irna, o armamento pertenceria à Arábia Saudita e teria sido usado contra os houthis, mas a informação ainda não foi confirmada oficialmente.

Imagens dos destroços mostram o propulsor do armamento. O DF-15A é um míssil balístico de curto alcance, lançado a partir de uma plataforma móvel e movido a combustível sólido.

Desenvolvido pela China nos anos 1980, o alcance da família DF-15 varia de acordo com a versão. O modelo original pode atingir cerca de 600 quilômetros, enquanto versões posteriores chegam a aproximadamente 900 quilômetros.

A China é o único operador da família DF-15 com registro público confirmado. A Arábia Saudita, por outro lado, possui histórico de aquisição de mísseis balísticos chineses, entre eles os modelos DF-3A e DF-21.

Riad nunca havia reconhecido publicamente a operação do DF-15A. Segundo a Irna, o episódio representa o primeiro registro conhecido do uso do modelo pelas forças sauditas.

A descoberta também pode indicar a existência de um componente ainda não divulgado do arsenal balístico saudita, considerado uma das áreas mais sigilosas das Forças Armadas do país.

Os destroços sugerem que o míssil pode ter se separado durante o voo ou caído antes de atingir o alvo. Os houthis, por sua vez, não são conhecidos por possuir sistemas capazes de interceptar esse tipo de armamento.

ESCALADA DO CONFLITO


O suposto lançamento ocorreu em meio à intensificação dos combates entre a Arábia Saudita e os houthis. Após um período de relativa redução das hostilidades desde a trégua de 2022, os confrontos voltaram a aumentar nas últimas semanas.

O grupo houthi avançou sobre posições do governo iemenita apoiadas por Riad e também ampliou os ataques com mísseis e drones contra o sul da Arábia Saudita.

Os alvos incluem instalações militares e de energia. O grupo também ameaça o transporte de petróleo pelo Mar Vermelho e declarou o fechamento do estreito de Bab el-Mandeb para o tráfego de petróleo saudita.

A medida coloca sob pressão uma das principais rotas de exportação de energia da Arábia Saudita.