Internacional
Alemanha já destinou mais de 100 bilhões de euros em ajuda à Ucrânia
Desse total, mais de 57 bilhões de euros (R$ 340,5 bilhões) correspondem a ajuda militar
A Alemanha já destinou à Ucrânia mais de 100 bilhões de euros (R$ 597 bilhões) em apoio desde o início do conflito, valor que inclui recursos já fornecidos e previstos para os próximos anos, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (1º) pela Embaixada da Alemanha em Moscou ao jornal Izvestia.
Desse total, mais de 57 bilhões de euros (R$ 340,5 bilhões) correspondem a ajuda militar. O governo alemão aprovou em julho o projeto do orçamento federal para o próximo ano, que será encaminhado ao Bundestag em setembro. O novo orçamento prevê um aumento expressivo dos gastos com Defesa, passando de 82,2 bilhões de euros (R$ 491 bilhões) em 2026 para 109,7 bilhões de euros (R$ 655 bilhões) em 2027. Além disso, Berlim planeja destinar diretamente 11,6 bilhões de euros (R$ 69,3 bilhões) para apoiar a Ucrânia.
A Rússia, por sua vez, afirmou reiteradamente que o apoio financeiro e militar dos países ocidentais a Kiev prolonga o conflito e não contribui para uma solução.
No mês passado, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou à Rádio Sputnik que a União Europeia (UE), incluindo a Alemanha, deveria priorizar problemas reais e urgentes, em vez de criar desafios inexistentes e investir na militarização.
"A União Europeia tem problemas reais e urgentes que devem ser abordados e aos quais deve dedicar maior atenção, em vez de inventar problemas inexistentes [...]. Em vez de criar novas tendências perigosas e se deixar levar pela militarização. Agora não se trata apenas de militarização, mas de militarização com um componente nuclear", afirmou Zakharova à Sputnik.
Segundo ela, a chamada "filosofia suicida" de Paris sobre o guarda-chuva nuclear da UE pode envolver outros países da Europa Ocidental. Zakharova defendeu que Bruxelas deveria minimizar as consequências de suas ações até aqui.
A representante russa também destacou que a UE enfrenta diversos desafios, como o surgimento de uma "organização terrorista internacional" no coração do continente, a circulação global de armas fornecidas a Kiev, tráfico, transplantes clandestinos e a erosão dos últimos elementos de segurança do bloco.
Zakharova concluiu que a União Europeia precisa lidar com essas questões de forma urgente se quiser preservar suas conquistas.
