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Trabalhadores protestam contra reajuste dos Correios e ameaçam greve

Sindicato também critica fechamento de agências e cobra manutenção dos postos de trabalho

Por Assessoria com Redação 02/09/2026 09h09
Trabalhadores protestam contra reajuste dos Correios e ameaçam greve
Ato ocorre em frente ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas - Foto: Assessoria Correios

Trabalhadores dos Correios realizaram um ato de protesto na manhã desta quarta-feira (2), em Maceió, e ameaçam iniciar uma greve geral a partir de 10 de setembro caso não haja avanço nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027. A manifestação ocorreu em frente ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE), no Distrito Industrial Luiz Cavalcante, no Tabuleiro do Martins.

A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (SINTECT-AL) e faz parte de uma série de atos realizados pela categoria em diferentes regiões do país. Os trabalhadores cobram avanços na Campanha Salarial e protestam contra o que o sindicato classifica como sucateamento da empresa.

Entre as principais reclamações está a proposta de reajuste salarial apresentada pela direção dos Correios. Segundo o SINTECT-AL, a inflação considerada nas negociações é de 4,35%, enquanto a empresa propôs aumento de 0,87%. Para a entidade, o percentual não seria suficiente para recompor as perdas salariais.

A categoria também questiona o fechamento de agências dos Correios. O sindicato afirma que a redução das unidades pode afetar empregos e dificultar o acesso da população aos serviços postais. Durante o ato, os trabalhadores ainda defenderam a valorização salarial, a manutenção dos postos de trabalho e das agências e a saída do presidente dos Correios, Emanoel Rondon.

O presidente do SINTECT-AL, Alysson Guerreiro, afirmou que a manifestação representa a insatisfação dos trabalhadores com a condução da empresa.

“Hoje os trabalhadores dos Correios de Alagoas estão nas ruas para dar um recado claro à direção da empresa: não vamos aceitar o sucateamento dos Correios nem o desrespeito à nossa categoria”

Guerreiro também criticou a diferença entre o índice de inflação citado pelo sindicato e o reajuste proposto pela empresa.

“É inadmissível que, com uma inflação de 4,35%, a empresa apresente um reajuste de apenas 0,87%. Isso representa perda salarial e demonstra total falta de valorização dos trabalhadores que mantêm o serviço postal funcionando em todo o país”

Sobre as agências, o sindicalista afirmou que o fechamento das unidades pode atingir tanto os empregados quanto os usuários dos serviços.

“Também denunciamos o fechamento de agências, que ameaça empregos, reduz o atendimento à população e enfraquece uma empresa pública essencial para os brasileiros. Nossa luta é pela valorização dos trabalhadores, defesa dos postos de trabalho e preservação dos Correios como patrimônio do povo”

NOTA DOS CORREIOS NA ÍNTEGRA


"Os Correios ingressaram com pedido de mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para a definição do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027.

A atual gestão dos Correios busca uma solução que concilie a sustentabilidade econômico-financeira da estatal, com a preservação dos direitos dos empregados e a continuidade dos serviços prestados à sociedade.

Nos meses de julho e agosto, a diretoria-executiva se reuniu com as representações sindicais e com os/as empregados/as para demonstrar a gravíssima situação econômica da estatal. Dentro das condições possíveis, a empresa propôs a manutenção de 56 cláusulas, na íntegra, e de outras 21, com ajustes textuais.

Entre as garantias mantidas, que já somam mais de R$ 60 milhões por ano, estão auxílio para empregados e dependentes com deficiência, prorrogação da licença-maternidade, licença-paternidade estendida e acompanhamento de familiares para tratamento de saúde.

Operação – A rede de atendimento, tratamento e distribuição segue funcionando normalmente em todo o país e os serviços, inclusive SEDEX e PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios. Cabe destacar que, no mês de agosto, o índice de entregas no prazo alcançou 97%. Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, o índice passou dos 98%.

Esse salto de eficiência é resultado direto da otimização da infraestrutura logística e das escalas de trabalho, que permitiram à estatal processar volumes crescentes de encomendas com maior agilidade e precisão, reafirmando a confiabilidade da empresa como o principal braço logístico do país."