Internacional
EUA bombardeiam posições iranianas e Teerã reage com ataques a base americana
Em resposta, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou ter disparado mísseis e drones contra uma base militar americana em Erbil, no Iraque
As tensões voltam a crescer no Oriente Médio após os Estados Unidos lançarem ataques contra posições estratégicas do Irã, incluindo sistemas de defesa aérea, radares e instalações navais. Em resposta, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou ter disparado mísseis e drones contra uma base militar americana em Erbil, no Iraque.
De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), as forças americanas atingiram alvos do IRGC, como posições de defesa aérea, sistemas de radar, meios e instalações navais, equipamentos para instalação de minas e centros de comunicação.
O comando justificou a ofensiva como reação a supostas tentativas de ataque contra embarcações comerciais no estreito de Ormuz.
Em retaliação, o IRGC declarou que realizou ataques com mísseis e drones à base dos Estados Unidos em Erbil, sem detalhar os danos provocados pela ação.
A escalada militar também resultou em vítimas civis no Irã. Segundo a agência Fars, pelo menos duas pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas após um ataque americano atingir uma cerimônia de casamento no condado de Sirik, província de Hormozgan, no sul do país.
O aumento das hostilidades pressionou os mercados de petróleo, elevando o preço do barril para acima de US$ 96 (R$ 494), segundo dados de negociação.
Sanções e pressão econômica contra o Irã
Além da ofensiva militar, Washington intensifica a pressão econômica sobre Teerã. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o governo americano manteve conversas discretas com Rússia e China sobre possíveis sanções secundárias ao Irã.
"Bem, tivemos conversas muito discretas com a Rússia e a China, e acredito que podemos avançar nessa discussão", declarou Bessent após a reunião dos ministros das Finanças do G20.
Segundo o secretário, há pontos de convergência entre Washington e Pequim sobre a questão iraniana. Bessent destacou que a China concorda que o Irã não deve possuir armas nucleares e que o comércio marítimo no estreito de Ormuz deve permanecer livre.
"A China obtém 50% de sua energia do Golfo, portanto, acredito que cabe à China, ou é uma responsabilidade da China, trabalhar para encontrar uma solução", acrescentou, mesmo com a crise na região tendo sido iniciada após ações dos Estados Unidos e de Israel.
No final de agosto, Bessent apresentou uma campanha de isolamento contra a República Islâmica e os países aliados. O objetivo das medidas é bloquear fontes de receita que possam financiar o governo iraniano.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reagiu enviando uma carta à liderança da ONU e aos Estados-membros, pedindo a condenação das tentativas de coerção econômica contra o Irã.
Com informações da Sputnik Brasil
