Polícia
Após ser baleado por colega, militar alagoano faz desabafo do hospital
Mateus Canabarro publicou uma foto no leito e agradeceu a Deus, à família e aos companheiros pelo apoio durante a recuperação
O policial militar alagoano Mateus Silva Almeida Canabarro, de 29 anos, publicou nesta terça-feira (1º) uma foto em que aparece consciente durante a recuperação após ser baleado na cabeça em uma ocorrência em Água Preta, na Mata Sul de Pernambuco.
Natural de Maceió e integrante da Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE), o militar aproveitou a publicação para fazer um desabafo sobre o episódio e agradecer às pessoas que têm acompanhado sua recuperação.
Na mensagem, Canabarro afirmou ter passado por um momento de grande risco e escreveu que “não foi um inimigo, foi um semelhante”. Ele também disse que tentaram tirar sua vida e sua honra, mas atribuiu a sobrevivência à sua fé.
O policial agradeceu ainda a Deus, à família, à esposa, aos amigos e aos companheiros pelo apoio recebido desde o episódio.
Disparos aconteceram durante ocorrência
O caso ocorreu em 15 de agosto, quando Canabarro estava de serviço e atendia a uma ocorrência relacionada a som alto em Água Preta. Durante o atendimento, ele se envolveu em uma discussão com o soldado Nykollas Santos, de 30 anos, que estava de folga.
O desentendimento terminou com disparos, e Canabarro foi atingido na região da cabeça. Ele recebeu os primeiros atendimentos no município e depois foi levado ao Hospital da Restauração, no Recife. Posteriormente, foi transferido para outra unidade, onde permanece internado.
Imagens registradas pelo próprio celular do militar mostraram parte da ocorrência. A Polícia Militar de Pernambuco confirmou que o vídeo é autêntico, mas esclareceu que a gravação não foi feita por uma câmera corporal institucional.
O soldado apontado como responsável pelos disparos se apresentou à polícia em 26 de agosto. A Justiça Militar de Pernambuco decretou a prisão preventiva dele.
A defesa de Nykollas afirma que o policial agiu em legítima defesa e sustenta que Canabarro teria sacado a arma antes dos disparos. A versão apresentada pelos advogados ainda faz parte da investigação.
O caso é investigado como tentativa de homicídio, enquanto a Polícia Militar e a Corregedoria também apuram as circunstâncias da ocorrência.
