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Argentina perde mais de 32 mil empresas no governo de Javier Milei

Queda no total de empregadores ativos ocorreu sob pressão de custos altos e consumo fraco

Por Redação 11/10/2026 16h04
Argentina perde mais de 32 mil empresas no governo de Javier Milei
Argentina perde mais de 32 mil empresas no governo de Javier Milei - Foto: Reprodução/Charly Triballeau/Pool via REUTERS

A Argentina registrou um decréscimo de 32.290 empresas cadastradas desde o início da gestão do presidente Javier Milei, iniciada no fim de 2023. De acordo com indicadores consolidados pela Superintendência de Riscos do Trabalho do país vizinho, o volume de empregadores formais sofreu uma retração de 6,3% no período compreendido entre novembro de 2023 e julho do corrente ano.

O encolhimento do setor produtivo é impulsionado pela combinação entre o enfraquecimento do poder de compra das famílias, a elevação dos custos tarifários de energia e o aumento na entrada de artigos importados. Analistas econômicos e entidades do comércio local apontam que o aperto no orçamento doméstico forçou a população a priorizar despesas essenciais, reduzindo as vendas de pequenas e médias indústrias.

O panorama coincide com a política de ajuste fiscal severo implementada pela administração pública central para conter os índices inflacionários. Embora os segmentos de comércio e transformação fabril venham acumulando perdas na comparação interanual, a atividade extrativa mineral manteve ritmo de expansão dentro do cenário nacional.