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Sanção do Reino Unido e aliados a assentamentos afeta Netanyahu
Ação internacional coordenada atinge a base do premiê israelense
O anúncio de restrições comerciais promovido pelo Reino Unido contra assentamentos na Cisjordânia ganhou adesão de outras 11 nações e criou uma crise diplomática para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Embora o impacto econômico das medidas seja limitado, a articulação internacional gera forte desgaste político para o chefe de governo a poucas semanas das eleições gerais do país, marcadas para o fim de outubro.
A coalizão formada por países europeus e pelo Canadá impôs bloqueios a produtos originários das ocupações e aplicou sanções a líderes do movimento extremista. A investida internacional afeta diretamente a estratégia de Netanyahu, que depende do apoio de bancadas radicais e ultraortodoxas no Parlamento para tentar garantir mais um mandato e sustentar a maioria governista.
Além da pressão externa, cenários de pesquisas eleitorais indicam vantagem para o partido de oposição Yashar, comandado por Gadi Eisenkot, à frente do atual partido governista. Para conter o avanço oposicionista e agradar sua base aliada, o governo israelense mantém planos para a expansão de moradias no território disputado, atitude que aprofunda as divergências com a comunidade internacional.
Em resposta às sanções do Reino Unido, o governo israelense determinou o fechamento do consulado britânico em Jerusalém e restringiu a entrada de parlamentares do país europeu. Contudo, a expansão do boicote por múltiplos países reduz o espaço para novas retaliações e força o premiê a recalcular sua conduta diplomática na reta final do processo eleitoral.
