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Brasil, Colômbia e México pedem cessar-fogo imediato no Oriente Médio
Os governos latino-americanos reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam solucionadas por meio da diplomacia internacional
Os governos do Brasil, do México e da Colômbia divulgaram, nesta sexta-feira (13), uma nota conjunta solicitando um cessar-fogo imediato no Oriente Médio e defendendo que as divergências entre os países envolvidos sejam resolvidas por meio da diplomacia.
“Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, afirma o comunicado.
Os governos latino-americanos reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam solucionadas por meio da diplomacia internacional, em conformidade com os princípios da solução pacífica de controvérsias.
Por fim, os países manifestam disposição em contribuir para processos de paz que promovam confiança, “a fim de avançar rumo a uma solução política e negociada do conflito”.
Nesta semana, ao anunciar medidas para conter o aumento do preço do diesel no Brasil, provocado pela alta do petróleo em função da guerra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como 'irresponsabilidade' os conflitos armados que ocorrem no mundo.
Fumaça vista em Teerã após Israel anunciar ataque ao Irã em 28 de fevereiro – Foto: Frame Reuters/Proibido Reprodução
Entenda
Pela segunda vez em oito meses, Israel e Estados Unidos realizam uma ofensiva contra o Irã, em meio a negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.
Durante o governo de Donald Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob a gestão de Barack Obama, que previa inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e Estados Unidos acusam Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares.
Os iranianos, por sua vez, afirmam que o programa nuclear tem fins pacíficos e que estavam abertos a inspeções internacionais. Por outro lado, Israel, mesmo acusado de possuir bombas atômicas, jamais permitiu inspeção internacional em seu programa nuclear.
No segundo mandato de Trump, iniciado em 2025, os EUA intensificaram a pressão sobre Teerã, exigindo não só o desmantelamento do programa nuclear, mas também o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel, como o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano.
Na véspera da ofensiva contra o Irã, o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, mediador das negociações, informou que um acordo estava próximo e que o Irã teria concordado em não manter urânio enriquecido em altos níveis.


