Cooperativismo
Veolia e Pindorama firmam acordo para produção de biocombustível em Alagoas
Projeto prevê uso da vinhaça para geração de biogás, vapor verde e biometano a partir de 2028
A Veolia e a Cooperativa Pindorama anunciaram, durante evento do Dia do Trabalhador (1º), uma parceria para produção de biocombustível em Alagoas a partir do segundo semestre de 2028. A proposta é transformar vinhaça, resíduo da produção de etanol, em energia limpa.
O projeto, chamado Bioenergias Pindorama – Veolia, prevê a biodigestão de 350 m³/h de vinhaça para gerar biogás, vapor verde e biometano em escala industrial. Segundo a empresa, a iniciativa está na fase final de estudos técnicos e definição do modelo de operação.
Do total de biogás produzido, uma parte será destinada à geração de 15 toneladas por hora de vapor verde, utilizado no processo produtivo da cooperativa. O restante será purificado para produzir cerca de 10 mil m³ diários de biometano, com foco na substituição do diesel em frotas e transporte.
A Cooperativa Pindorama pretende alcançar autossuficiência energética e reduzir pela metade o uso de combustíveis fósseis em seu posto, localizado em Coruripe. A estimativa é evitar a emissão de aproximadamente 10 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano.
A Veolia ficará responsável pelo desenvolvimento da engenharia e pela implantação e operação do projeto. Os valores de investimento não foram divulgados.
“Além de muito importante para Alagoas e o Nordeste, esta parceria tem extrema relevância para a Pindorama, pois nos possibilitará fechar todo o ciclo produtivo da cana e do milho, transformando a vinhaça em bioenergia e impulsionando a transição energética na região. Estamos muito felizes com esta evolução”, destacou Klecio Santos, Presidente da Cooperativa Pindorama.
Para o CEO da Veolia no Brasil, Pedro Prádanos, “continuar o nosso trabalho de desenvolvimento de parcerias locais de alto valor com uma empresa como a Pindorama, representa o quanto a Veolia acredita no potencial da região como uma plataforma para a transição energética e a descarbonização, impactando, assim, positivamente a transformação ecológica, não apenas no Nordeste, mas do Brasil como um todo”, disse.
A multinacional atua em Alagoas desde 2023, com operação em Marechal Deodoro, fornecendo vapor a partir de biomassa para a planta da Braskem. Em 2025, ampliou a presença ao adquirir empresas de gestão de resíduos na região.
Com o novo projeto, a empresa expande a produção de energia verde para o Litoral Sul e reforça iniciativas de descarbonização no setor sucroenergético do estado.
*Com informações de MovimentoEconômico
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