Economia
Acordo com UE pode impulsionar exportações e indústria em AL
Estudo da FIEA aponta setores estratégicos e prevê expansão econômica com abertura do mercado europeu para produtos alagoanos
Um levantamento divulgado pela fiea.com.br revela que Alagoas pode ampliar significativamente sua presença no mercado internacional com a entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, prevista para 2026. O estudo identifica setores estratégicos da economia alagoana que devem ganhar competitividade e abrir novas oportunidades de exportação para o estado.
De acordo com a pesquisa, segmentos como agroindústria sucroenergética, alimentos e bebidas, indústria química, plástico, couro, vestuário, mel, frutas, etanol e cachaça aparecem entre os mais beneficiados pela redução gradual de tarifas para produtos brasileiros exportados ao bloco europeu.
O estudo foi elaborado pelo Observatório da Indústria, com apoio do Centro Internacional de Negócios (CIN) da federação, e destaca que cerca de 95% das exportações brasileiras para a União Europeia deverão ter redução ou eliminação de tarifas ao longo da implementação do tratado.
Entre os produtos alagoanos com maior potencial de crescimento está o açúcar, principal item da pauta exportadora do estado. O acordo prevê uma cota de 180 mil toneladas com tarifa zerada para o Mercosul, cenário considerado estratégico para Alagoas, um dos maiores produtores do Nordeste.
O levantamento também aponta espaço para expansão das exportações de mel natural, água de coco, óleo de coco e sucos de frutas. Apesar da produção estadual de mel ter ultrapassado 538 mil quilos em 2024, apenas uma pequena parcela foi exportada no ano seguinte, o que evidencia potencial de crescimento no mercado europeu.
Dados apresentados pela federação mostram ainda que Alagoas exportou US$ 89,9 milhões para países da União Europeia em 2025, registrando crescimento superior a 13% em comparação ao ano anterior. Espanha, Croácia e Portugal aparecem entre os principais destinos dos produtos alagoanos.
Além da ampliação das exportações, a FIEA alerta que o acordo também exigirá maior preparação das empresas locais diante do aumento da concorrência internacional. Questões como adequação regulatória, certificações, inovação e planejamento tributário devem ganhar importância para garantir competitividade no novo cenário econômico.


