Cooperativismo

Cooperativa alagoana aposta em inovação e amplia mercado da carne no Nordeste

Cooperativa Boi de Engenho utiliza inteligência artificial e modelo de produção cooperativista no negócio

Por Redação com Alagoas Rural 20/07/2026 15h03
Cooperativa alagoana aposta em inovação e amplia mercado da carne no Nordeste
Modelo de produção cooperativista contribui para o avanço da cooperativa Boi de Engenho em Alagoas - Foto: Reprodução/Alagoas Rural

A Cooperativa Boi de Engenho tem contribuído para melhorar a qualidade da carne que chega à mesa do consumidor alagoano por meio de um modelo de produção cooperativista, da criação de gado a pasto e da utilização de um programa de inteligência artificial.

Em entrevista ao programa Alagoas Rural, o presidente da cooperativa, Vitor Gonçalves, contou que atualmente a instituição reúne 23 cooperados e mais de 30 fornecedores, fomentando a pecuária de corte em Alagoas.

"O cooperativismo fez com que a gente levasse ao produtor também o benefício de um preço justo para a arroba e de uma remuneração adequada. Assim, ele elimina o atravessador e passa a ter uma valorização maior do seu trabalho, recebendo pela qualidade da carne e da carcaça. Todo o trabalho que ele realiza dentro da porteira é beneficiado junto com a cooperativa", disse Gonçalves.

A ideia de criar a cooperativa surgiu em 2022, com o apoio do Sebrae Alagoas na estruturação do negócio, por meio de orientações e visitas técnicas a empreendimentos de diversas regiões do estado.

"Com isso, conseguimos formatar um produto que o consumidor aceitou, nos abraçou e continua prestigiando, sabendo que oferecemos qualidade e segurança", afirmou.

Os animais são criados a pasto, o que, segundo a cooperativa, contribui para uma carne mais saborosa e macia. A marca já está presente em outros estados e avança para novos mercados do Nordeste.

A cooperativa também conquistou o selo Sisbi, que autoriza a comercialização dos produtos em todo o território nacional.

"Hoje atendemos todo o estado, de norte a sul e de leste a oeste, além de parte de Pernambuco e uma pequena região da Paraíba. Nosso principal limitador ainda é a produção. À medida que aumentamos a capacidade produtiva, conseguimos conquistar novos mercados", destacou o presidente da Boi de Engenho.

A remuneração do produtor dentro da cooperativa leva em consideração a qualidade da carcaça. Atualmente, a avaliação dos animais é feita por meio de um programa de inteligência artificial, o que proporciona mais agilidade e precisão no processo.

"No início do trabalho que fizemos aqui no estado, dentro da Boi de Engenho, tínhamos uma avaliação subjetiva, em que um veterinário analisava cada carcaça individualmente. Hoje, contamos com uma avaliação objetiva por meio de um programa de inteligência artificial, que analisa animal por animal, gera um índice de qualidade e, a partir desse índice, o produtor é bonificado", concluiu.

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