Cooperativismo

Plano de bioeconomia prevê R$ 350 milhões e apoio a cooperativas

Governo lança estratégia nacional para impulsionar economia verde, gerar renda e fortalecer cooperativismo

Por Redação 02/04/2026 17h05
Plano de bioeconomia prevê R$ 350 milhões e apoio a cooperativas
Reunião aconteceu nessa quarta (1º) - Foto: Ascom Sescoop

O governo federal lançou, nessa quarta-feira (1º), o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), iniciativa que define diretrizes para impulsionar o setor no Brasil ao longo da próxima década. A proposta busca transformar a biodiversidade em um ativo econômico estratégico, aliando preservação ambiental, inovação e inclusão social.

A iniciativa prevê um aporte inicial de R$ 350 milhões, por meio do Fundo Amazônia, com o objetivo de estruturar cadeias produtivas sustentáveis e ampliar a geração de renda, especialmente na região amazônica. O plano também incorpora o cooperativismo como um dos pilares, com a meta de fortalecer ao menos 60 cooperativas e beneficiar diretamente mais de 5 mil famílias.

O PNDBio integra o eixo de bioeconomia do Plano de Transformação Ecológica e está alinhado à agenda de reindustrialização do país. A estratégia busca ampliar a participação do Brasil nas cadeias globais de valor, com foco no uso sustentável de recursos naturais.

Durante o lançamento, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a importância das cooperativas para o desenvolvimento econômico. Segundo ele, a organização coletiva de pequenos produtores amplia oportunidades e fortalece a produção. O vice-presidente também ressaltou o papel de instrumentos financeiros voltados à sustentabilidade, como o Fundo Amazônia e o Fundo Clima.

Entre as ações já apoiadas estão iniciativas como Coopera+ Amazônia, Cooperar com a Floresta e Desafios da Amazônia, que somam mais de R$ 300 milhões em investimentos e contam com a participação de cooperativas agropecuárias. Os projetos buscam estimular cadeias produtivas sustentáveis, ampliar o acesso a mercados e fortalecer a organização comunitária.

O plano estabelece metas para os próximos anos, incluindo o apoio a 6 mil negócios comunitários e a inclusão de até 300 mil pessoas em programas de pagamento por serviços ambientais até 2035. Também estão previstas ações de recuperação de áreas degradadas e aumento da produtividade com base em práticas sustentáveis.

No setor produtivo, a proposta incentiva a diversificação agrícola, a bioindustrialização e o uso de matérias-primas renováveis. A expectativa é ampliar a atuação do país em áreas como biocombustíveis, biomateriais e insumos químicos de base biológica.

A estratégia também contempla a área da saúde, com incentivo ao uso de fitoterápicos e à incorporação de novos produtos ao Sistema Único de Saúde (SUS). No turismo, o plano prevê estímulo ao ecoturismo em unidades de conservação.

A elaboração do PNDBio envolveu mais de 16 ministérios e reuniu contribuições de representantes da sociedade civil, setor produtivo e instituições de pesquisa. Ao todo, foram mais de 900 sugestões incorporadas ao documento final. A execução será acompanhada por mecanismos de monitoramento para garantir transparência e segurança jurídica.