Agro
Café, carnes, frutas e mais ficam isentos de tarifa dos EUA
Lista divulgada pelo governo norte-americano exclui produtos do agronegócio brasileiro da sobretaxa adicional de 25%, que entra em vigor em 22 de julho
Os Estados Unidos divulgaram a lista de produtos brasileiros que estarão isentos da tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo norte-americano. Entre os principais itens beneficiados estão café, carne bovina, frutas, pescados, celulose, madeira, cacau, temperos e outros produtos do agronegócio.
A sobretaxa passa a valer em 22 de julho e foi estabelecida com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos, após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). Segundo o governo norte-americano, a medida foi adotada em razão de práticas brasileiras consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país em temas como comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento.
Na lista de exceções aparecem produtos de grande relevância para as exportações brasileiras, como café verde, torrado, descafeinado e solúvel; carne bovina in natura, processada, salgada, seca e defumada, além de miúdos bovinos.
Também foram excluídos da sobretaxa pescados como atum, tilápia, cavalinha, peixe-espada e lagosta, além de mel natural orgânico, frutas como banana, manga, laranja, limão, mamão, abacaxi, goiaba e abacate, entre outras.
A relação inclui ainda castanhas e oleaginosas, hortaliças, legumes, mandioca, inhame, cacau e seus derivados, chá, erva-mate, especiarias, produtos de madeira, papel, celulose, couro bovino, borracha natural e látex.
Além dos produtos agropecuários, também ficaram de fora da tarifa adicional aeronaves e peças da Embraer, medicamentos, computadores, veículos e autopeças.
A divulgação da lista reduz parte das preocupações do setor exportador brasileiro, especialmente entre produtores ligados ao agronegócio, que tem nos Estados Unidos um dos principais mercados para diversos produtos. Ainda assim, outros segmentos da economia brasileira seguem sujeitos à tarifa adicional prevista pelo governo norte-americano.

