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Carne bovina brasileira registra alta nas exportações em maio

Valorização da proteína e avanço dos embarques impulsionam faturamento brasileiro no mercado internacional

Por Redação 26/05/2026 08h08
Carne bovina brasileira registra alta nas exportações em maio
Valorização da proteína impulsiona receita do setor exportador brasileiro - Foto: Reprodução

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada seguem em alta em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína no mercado internacional. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas atingiu US$ 1,321 bilhão, superando os US$ 1,134 bilhão registrados em todo o mês de maio de 2025.

O resultado positivo foi sustentado principalmente pela elevação do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior. Até a terceira semana de maio deste ano, o valor médio da tonelada exportada alcançou US$ 6.492,4, acima dos US$ 5.202,2 observados no mesmo período do ano passado.

A receita média diária também apresentou crescimento expressivo. Em maio de 2026, o valor chegou a US$ 88,072 milhões por dia até a terceira semana do mês. No mesmo período de 2025, a média diária havia sido de US$ 54,005 milhões, representando avanço de 63,1%.

Até a terceira semana de maio, o Brasil exportou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total embarcado durante todo o mês de maio de 2025, quando foram registradas 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques brasileiros atingiram 13,565 mil toneladas neste ano. Em maio do ano passado, a média ficou em 10,381 mil toneladas por dia, indicando aceleração no ritmo das exportações ao longo do período analisado.

O cenário reforça a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. Mesmo antes do encerramento completo do mês, o setor exportador já apresenta desempenho financeiro superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A alta no preço médio da proteína exportada demonstra que a demanda internacional pela carne bovina brasileira permanece aquecida em 2026. O movimento beneficia diretamente os frigoríficos exportadores e mantém o Brasil entre os principais fornecedores globais da proteína.

O avanço das receitas também é acompanhado pelos pecuaristas, já que o mercado externo influencia a procura por animais terminados no mercado interno. Em períodos de valorização internacional da proteína, frigoríficos tendem a ampliar a demanda por bovinos prontos para abate.

Outro ponto observado pelo setor é o aumento do valor agregado da carne bovina brasileira nas negociações internacionais. O crescimento do preço médio por tonelada reforça a competitividade da cadeia pecuária nacional no exterior.

O desempenho das exportações seguirá no radar do setor pecuário nas próximas semanas. A expectativa é que o fechamento completo de maio confirme o ritmo aquecido das vendas externas e o impacto positivo da valorização dos preços internacionais sobre a receita brasileira.

O mercado também projeta continuidade da demanda internacional pela carne bovina brasileira, diante da necessidade global de oferta regular de proteínas animais. O Brasil segue favorecido pela capacidade produtiva, escala de produção e presença consolidada nos principais mercados compradores.