Turismo
Turismo ambiental movimenta economia e amplia debate em Alagoas
Crescimento das visitas em áreas naturais reforça potencial turístico e econômico do estado
O avanço do turismo em áreas de preservação ambiental voltou ao centro das discussões nacionais após estudo divulgado durante o 10º Salão do Turismo apontar que as Unidades de Conservação federais movimentaram R$ 40,7 bilhões na economia brasileira em 2025.
Os dados reforçam o potencial do turismo de natureza também em Alagoas, estado que reúne áreas de proteção ambiental, reservas ecológicas, manguezais, lagoas e destinos litorâneos que atraem visitantes durante todo o ano.
Segundo o levantamento apresentado pelo ICMBio em parceria com o Ministério do Turismo, cada R$ 1 investido nas Unidades de Conservação gera retorno médio de R$ 15,60 para a economia. O estudo analisou os impactos financeiros provocados pelos visitantes nos municípios localizados no entorno dessas áreas protegidas.
Em Alagoas, o debate ganha relevância diante do crescimento do ecoturismo e das atividades ligadas ao turismo sustentável em regiões do litoral e da zona lagunar. Especialistas apontam que o segmento pode impulsionar setores como hospedagem, gastronomia, transporte, comércio local e turismo comunitário.
O estudo foi apresentado em Fortaleza, durante evento nacional realizado pela primeira vez no Nordeste. A pesquisa utilizou questionários aplicados em diferentes Unidades de Conservação federais para medir os efeitos econômicos da presença de turistas nas cidades atendidas.
Além da geração de renda, o levantamento também destaca o papel do turismo ambiental na valorização do patrimônio natural e na ampliação da consciência sobre preservação ambiental.
Nos últimos anos, destinos ligados à natureza têm registrado crescimento no interesse de visitantes em diferentes regiões do país, incluindo estados nordestinos com forte potencial ecológico e turístico, como Alagoas.

