Turismo
Carnaval: veja como proteger o celular nos últimos dias de folia
Aglomerações, distração e uso intenso de aplicativos financeiros tornam foliões e turistas alvos fáceis para criminosos
Com blocos lotados, praias cheias e intensa movimentação turística, o Carnaval em Alagoas também eleva o risco de golpes envolvendo celulares. Mesmo sem ocorrência de furto ou roubo, o aparelho pode se tornar porta de entrada para criminosos acessarem contas bancárias, redes sociais e dados pessoais em poucos minutos.
O perigo vai além das maquininhas adulteradas. Redes wi-fi falsas, links maliciosos e técnicas de manipulação psicológica são usadas para capturar senhas e informações sensíveis.
Em ambientes festivos, a pressa, o consumo de bebidas e a quebra da rotina reduzem a atenção, facilitando as fraudes.
O smartphone é especialmente visado porque concentra aplicativos bancários, carteiras digitais, e-mail e autenticações por SMS. Com acesso ao dispositivo, estando desbloqueado ou não, criminosos podem realizar transferências via Pix, solicitar empréstimos e alterar senhas.
Entre os cuidados recomendados antes de sair para a folia estão ativar biometria nos aplicativos, reduzir limites de transações, desativar pagamento por aproximação em locais muito cheios e evitar acessar bancos em redes públicas.
O uso de dados móveis é mais seguro do que wi-fi aberto oferecido em eventos ou estabelecimentos.
Caso o aparelho seja roubado ou perdido, a orientação é bloquear imediatamente a linha telefônica, apagar os dados remotamente, avisar o banco, alterar senhas e registrar boletim de ocorrência.
Especialistas apontam que, em meio à festa, a principal proteção continua sendo o comportamento do usuário: parar alguns segundos antes de clicar em links, informar senhas ou confirmar pagamentos pode evitar prejuízos significativos durante o período carnavalesco.

