Política

Deputada mais votada do Rio sugere demissão de funcionários pró-Lula

Índia Armelau alegou cerceamento da liberdade de expressão após a repercussão das publicações

Por Redação 27/10/2026 15h03
Deputada mais votada do Rio sugere demissão de funcionários pró-Lula
Ministério Público do Trabalho apura possível incentivo à dispensa discriminatória por empregadores - Foto: Reprodução

A deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ), a mais votada do estado nas eleições deste ano, publicou mensagens nas redes sociais sugerindo que empresários consultem os perfis de funcionários para verificar se manifestaram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações motivaram uma investigação do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ).



Em uma das publicações, a parlamentar escreveu: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”. Na sequência, acrescentou: “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, associando manifestações de apoio ao petista a uma suposta posição contrária ao empresariado.

Os comentários foram noticiados inicialmente pela coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

A investigação do Ministério Público do Trabalho busca apurar uma “eventual prática de conduta que incentive a realização de dispensa discriminatória por empregadores”.

A apuração pretende esclarecer se as manifestações da deputada incentivaram empresas a dispensar trabalhadores em razão de suas posições políticas. A abertura da investigação não significa, por si só, que tenha sido comprovada uma irregularidade.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Índia afirmou que suas mensagens faziam parte da campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresário” e negou ter defendido demissões em massa.

A parlamentar declarou que, como empresária, não deseja contratar pessoas que considera contrárias aos empresários. Também defendeu que empregadores conservadores deem preferência a profissionais que compartilhem suas convicções políticas.

Ao comentar a apuração do MPT, Índia alegou cerceamento da liberdade de expressão. Ela voltou a defender a divisão do Brasil entre apoiadores do PT e conservadores e fez declarações depreciativas sobre o Nordeste, associando a região à violência, ao analfabetismo e à pobreza.