Política
Coordenador de Flávio Bolsonaro defendeu reduzir crédito habitacional
Adolfo Sachsida propôs diminuir atuação de bancos públicos na oferta de empréstimos
O economista Adolfo Sachsida, integrante do núcleo de formulação econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, defendeu a redução da participação de instituições financeiras estatais na concessão de linhas de crédito, afetando programas como o Minha Casa, Minha Vida. A diretriz foi registrada em publicação autoral elaborada em parceria com o ex-ministro Paulo Guedes e propõe o encolhimento do crédito direcionado para expandir a presença do setor bancário privado no mercado nacional.
A diretriz atinge a atuação da Caixa Econômica Federal, estatal responsável pela execução da quase totalidade das operações do programa habitacional voltado às famílias de menor renda. O texto argumenta que a limitação na exposição financeira das instituições públicas e a desalavancagem de orçamentos operacionais visam estimular novos modelos de financiamento privado, alterando o padrão de subsídios habitacionais e rurais vigentes no país.
A proposta reacende debates sobre a gestão orçamentária do setor habitacional em administrações anteriores, marcadas pelo contingenciamento de verbas do Fundo de Arrendamento Residencial e por devoluções antecipadas de recursos ao Tesouro Nacional por bancos públicos. A discussão abrange ainda os impactos da medida sobre a distribuição de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e os aportes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

