Política
Benedita da Silva alerta para ameaças estrangeiras e defende: 'Brasil e Amé
A defesa do fim da escala 6x1 foi uma das principais bandeiras de Benedita na Câmara. Caso eleita, ela pretende trabalhar pela aprovação da proposta no Senado
Em entrevista à Sputnik Brasil, Benedita da Silva, deputada federal e candidata ao Senado, ressaltou a necessidade de o Legislativo destravar pautas essenciais para o país, como o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública. A parlamentar também reiterou seu apoio à reeleição de Lula: "Quem precisa do Lula é o Brasil e a América Latina".
Ao comentar o baixo índice de desemprego no Brasil, Benedita rebateu críticas de que a proposta de um dia a mais de descanso ao trabalhador prejudicaria o mercado ou a relação entre empregado e empregador. Para ela, a pauta não avançou no Senado devido ao período eleitoral.
"O Senado achou por bem não votar essa matéria porque essa matéria iria eleger o presidente Lula", pontuou.
A defesa do fim da escala 6x1 foi uma das principais bandeiras de Benedita na Câmara. Caso eleita, ela pretende trabalhar pela aprovação da proposta no Senado, caso não haja avanço ainda este ano. Outro destaque foi a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
Segundo a candidata, é fundamental que o Senado retome a discussão da PEC da Segurança, que prevê a criação de um Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), promovendo cooperação e integração de dados e inteligência entre União, estados e municípios.
Benedita aponta que impasses com executivos estaduais, que enxergam a PEC como "perda de poder", têm dificultado o avanço da proposta.
"Ninguém dá conta de uma situação dessa sozinho", argumentou sobre a importância de um sistema coordenado de segurança entre os entes federativos.
Entre seus objetivos no Senado, Benedita destaca a revisão do orçamento e das emendas impositivas. "Nós não queremos verba secreta, queremos que a população saiba. [...] E as emendas são impositivas, como elas são impositivas, elas sequestram a capacidade de execução do Poder Executivo, no caso do governo federal", explica.
Saúde e combate à violência contra a mulher
No campo da saúde, Benedita defende a criação de um polo de produção de medicamentos e vacinas no estado do Rio de Janeiro. À Sputnik Brasil, ela afirmou que esse complexo industrial poderia concentrar desde a produção de remédios até materiais essenciais ao atendimento, como luvas descartáveis.
Para a candidata, a iniciativa fortaleceria a economia, reduziria a dependência de importações e poderia ampliar as exportações brasileiras no setor.
"O Brasil tem matéria-prima para isso. Além disso, vai garantir a nossa independência, porque existe uma dependência na questão da importação", argumenta.
No enfrentamento à violência contra a mulher, Benedita ressalta a importância de fundos para arrecadar recursos destinados ao combate a esse tipo de violência e afirma que avançar nessas medidas é uma de suas prioridades.
Em relação à população idosa, a parlamentar defende a continuidade de programas como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para idosos e pessoas com deficiência, além do Bolsa Família, considerados essenciais para o Brasil.
Reeleição de Lula e soberania nacional
Benedita enfatiza que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é fundamental para a manutenção da ordem democrática no país, que, segundo ela, enfrenta atualmente um cenário de interferência externa significativa.
"A interferência se dá por ligações antidemocráticas e antidiplomáticas da familícia do Brasil, que exige cada vez mais que o Trump possa apoiá-los nas demandas que eles têm. Então, taxa o Brasil, ameaça o Brasil", avalia.
Para a candidata, a oposição tem promovido manifestações com a bandeira dos EUA e, caso eleita, teme que Washington influencie a transição de governos e que "terras raras brasileiras sejam garantidas para os Estados Unidos".
Para evitar esse cenário, Benedita afirma que todos os esforços estão voltados para a reeleição de Lula.
"Agora quem precisa do Lula não é o PT, quem precisa do Lula é o Brasil e também a América Latina, porque se o Brasil se curva diante dos Estados Unidos, acabou a América Latina e acabaram também nós, os brasileiros".
