Política
PF investiga suspeitas de corrupção e lavagem no caso do filme Dark Horse
Flávio Bolsonaro nega irregularidades e fala em patrocínio privado
A Polícia Federal apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. O ponto central da investigação é esclarecer se houve vantagem indevida entre um agente público e um agente privado, no caso o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Flávio Bolsonaro tenta tratar o episódio como um simples patrocínio privado. Em entrevista, afirmou que não há “absolutamente nada de errado” em ter buscado Vorcaro para bancar o projeto. “Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro”, disse.
Investigadores, porém, rechaçam essa versão e consideram o caso como de polícia. Eles querem saber se houve entrega de dinheiro, qual a origem dos recursos, quem participou, como circularam e qual foi o destino final.
Um elemento relevante é que Vorcaro não queria aparecer como patrocinador. Além disso, a declaração de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, de que Flávio teria ido à casa de Vorcaro buscar “o restante do dinheiro”, também entrou no radar da PF.
De acordo com o artigo 317 do Código Penal, corrupção passiva ocorre quando um agente público solicita ou recebe vantagem indevida em razão da função, mesmo sem contrapartida direta. É justamente essa hipótese que os investigadores tentam esclarecer.
Por isso, na avaliação da PF, não basta apresentar o episódio como uma relação privada de patrocínio. Há dúvidas sobre origem, entrega e destino do dinheiro, além da participação de um senador da República.
