Política
Durigan rebate críticas de Milei e chama presidente argentino de ''palhaço''
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a economia brasileira está em situação mais estável e favorável do que a da Argentina, ao rebater críticas do presidente argentino Javier Milei. Durante entrevista a uma rádio nesta segunda-feira (27), Durigan chamou Milei de "palhaço" e descartou riscos de recessão no Brasil em 2027.
Segundo Durigan, o Brasil apresenta inflação em queda, desemprego em níveis baixos e saldo comercial robusto, o que evidencia um cenário econômico mais sólido em comparação ao argentino.
Javier Milei esteve no Brasil para apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e, em discurso, atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As declarações repercutiram negativamente no governo brasileiro, que reagiu enfatizando as diferenças entre as economias dos dois países.
Ao comentar sobre a política de juros, Durigan rejeitou previsões alarmistas sobre a economia nacional. "Não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar apocalipse", afirmou o ministro.
Ele reconheceu que os juros elevados impactam agricultores, famílias e empresas, além de encarecer a rolagem da dívida pública, mas reforçou que isso não significa um colapso econômico.
Durigan ainda afirmou que a redução dos juros depende de ajustes estruturais, como o controle de gastos obrigatórios e a manutenção do arcabouço fiscal.
O ministro afastou a possibilidade de recessão em 2027 e destacou que a projeção oficial do governo é de crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo com analistas prevendo expansão próxima de 1%. Para ele, a desaceleração provocada pelos juros não configura retração econômica.
Durigan ressaltou que o Brasil vive um momento de estabilidade relativa, com indicadores positivos, como balança comercial e produção agrícola, em contraste com a situação da Argentina, marcada por inflação elevada, dívida crescente e risco econômico mais alto.
Ao final, o ministro reiterou que críticas externas não alteram a avaliação do governo sobre o rumo da economia brasileira e que previsões alarmistas não refletem o cenário observado pelos técnicos da Fazenda.

