Política
Ministro explica como AL saiu da crise e virou líder em investimentos
São mais de R$ 3 bilhões por ano, em média, nos últimos oito anos
Alagoas é o Estado que mais investe com recursos próprios no país. São mais de R$ 3 bilhões por ano, em média, nos últimos oito anos. E essa capacidade de investimento não surgiu por acaso. Foi resultado de uma mudança na gestão fiscal, com reorganização das contas públicas, ampliação de receita, controle de despesas e definição de prioridades.
A avaliação é do ministro dos Transportes, George Santoro, feita durante entrevista ao programa Fala, Líder, apresentado por Edivaldo Junior, na CBN Maceió.
Santoro comandou a Secretaria da Fazenda de Alagoas entre 2015 e 2023 e participou da mudança na gestão tributária e fiscal do Estado. Segundo ele, quando chegou à Sefaz, em janeiro de 2015, Alagoas enfrentava forte desequilíbrio entre receitas e despesas e teve dificuldade até para pagar a folha no primeiro mês.
“Foi uma ginástica para pagar a folha. A gente recebeu um Estado com descolamento estrutural entre receita e despesa de mais de R$ 800 milhões naquela época, o que hoje daria algo em torno de R$ 2 bilhões”, afirmou.
A virada fiscal
Para Santoro, o Estado conseguiu melhorar a arrecadação, reduzir despesas e direcionar recursos para áreas consideradas essenciais.
“A gente mudou a equação fiscal. Melhorou a receita, diminuiu a despesa e fez as coisas relevantes. O segredo do gestor é escolher o que é prioridade para a população”, disse.
Na avaliação do ministro, essa reorganização permitiu ampliar investimentos em segurança pública, educação, saúde e infraestrutura. Também abriu espaço para construção de hospitais, duplicação de rodovias, contratação de pessoal em áreas estratégicas e melhoria dos serviços públicos.
Investir sem perder controle
Santoro defendeu que responsabilidade fiscal não é um fim em si mesmo, mas um instrumento para garantir investimento e prestação de serviços. “Despesa é como unha. Se você não aparar toda hora, ela cresce de novo”, comparou.
Para ele, a diferença entre uma gestão sustentável e uma gestão desequilibrada está na capacidade de investir sem deixar passivos para o futuro. “Alagoas montou uma equação fiscal que permitiu ampliar investimentos e, ao mesmo tempo, preservar a sustentabilidade das contas públicas”, disse.
Prioridades
Santoro citou saúde, segurança pública e educação como áreas priorizadas a partir da reorganização fiscal. Na saúde, lembrou que Alagoas tinha um dos menores níveis de leitos públicos do país antes dos investimentos recentes. Na segurança, afirmou que os indicadores melhoraram de forma contínua, com redução de homicídios e outros índices criminais.
“Foi foco, decisão, gestão e governança”, resumiu.
Novo patamar
O ministro afirmou que Alagoas passou a realizar investimentos estruturantes com recursos próprios, algo pouco comum na história do Estado. Como exemplo, citou o aeroporto de Maragogi, além de obras na saúde, segurança e infraestrutura.
Na avaliação dele, esses investimentos criam legados para os próximos governantes e permitem que o Estado parta de um patamar mais alto.
A entrevista reforça uma tese que tem marcado o debate econômico em Alagoas: o crescimento recente do Estado está ligado à combinação entre equilíbrio fiscal, capacidade de investimento e escolha de prioridades.
Para Santoro, a virada aconteceu quando Alagoas deixou de administrar apenas escassez e passou a construir condições para investir em áreas capazes de transformar a realidade do Estado.
George Santoro diz que reorganização fiscal, controle de despesas e escolha de prioridades mudaram a capacidade de investimento do Estado

