Internacional
Emirados Árabes acusam Irã de lançar dois mísseis contra o país
Segundo Ministério da Defesa, nenhum dos projéteis atingiu áreas terrestres do país
Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de lançar dois mísseis balísticos contra o país nesta terça-feira (18). Segundo o Ministério da Defesa emiradense, os projéteis não atingiram áreas terrestres, mas um deles caiu em águas territoriais do país.
O Ministério da Defesa dos Emirados informou que os sistemas de defesa aérea detectaram os dois projéteis durante o deslocamento em direção ao território nacional.
De acordo com o comunicado, um dos mísseis caiu fora das águas territoriais, enquanto o segundo atingiu uma área marítima pertencente aos Emirados. Até o momento, não foram relatados danos em áreas terrestres.
O Irã não havia se pronunciado sobre a acusação até a última atualização.
Horas antes, o Ministério do Interior dos Emirados havia enviado um alerta à população após identificar uma possível ameaça de míssil. Posteriormente, o governo informou que a situação estava sob controle e orientou os moradores a retomarem suas atividades normalmente.
A acusação ocorre um dia depois de um representante do governo iraniano afirmar que Teerã poderia adotar uma postura mais ofensiva diante da continuidade das ameaças dos Estados Unidos e da paralisação das negociações.
Segundo a autoridade, o Irã poderia intensificar as tensões no Estreito de Ormuz e em outras áreas da região caso os esforços diplomáticos com Washington fracassassem.
O governo iraniano também afirmou ter estabelecido um prazo de algumas semanas para que os Estados Unidos cumpram as condições previstas em um memorando de entendimento. A mensagem seria transmitida por meio de mediadores ao governo americano e a países da região.
Estreito de Ormuz permanece no centro da disputa
O Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte de petróleo produzido no Oriente Médio, tornou-se um dos principais pontos de tensão entre Irã e Estados Unidos desde o início da guerra, no fim de fevereiro.
Nesta terça-feira, o principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o estreito permanecerá fechado até que Washington cumpra as condições estabelecidas por Teerã.
Entre as exigências apresentadas pelo Irã estão o fim do bloqueio americano aos portos iranianos, a suspensão das sanções sobre o petróleo do país, a liberação de ativos congelados e o encerramento das ameaças e operações militares.
Horas depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a negar que a passagem esteja fechada. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que o Estreito de Ormuz está aberto e operacional e declarou que as minas marítimas da região foram removidas ou detonadas.
Trump também afirmou que não existem negociações ou conversas agendadas com o governo iraniano e que o bloqueio naval americano permanece em vigor.
disputa verbal entre os dois países também envolveu uma publicação de Trump na qual o presidente compartilhou uma imagem do Estreito de Ormuz apresentado como “novo território dos EUA”.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, respondeu à publicação afirmando que a visão americana sobre o estreito seria corrigida.
Na sexta-feira (14), Trump já havia declarado que pretendia considerar o Estreito de Ormuz como território americano. O governo iraniano respondeu que a área está sob sua autoridade e que não seria intimidado pelas ameaças dos Estados Unidos.
Teerã também apresentou exigências para uma eventual reabertura da passagem, incluindo uma compensação financeira.
