Política

Lula rebate carta de Flávio Bolsonaro aos EUA: "O Brasil não está à venda"

Presidente chamou de traição o pedido do senador para adiar o tarifaço americano até depois das eleições

Por Redação com agências 03/07/2026 10h10
Lula rebate carta de Flávio Bolsonaro aos EUA: 'O Brasil não está à venda'
Lula e Flávio Bolsonaro - Foto: Ricardo Stuckert/PR e Evaristo Sa/AFP

Lula não gostou nada de saber que Flávio Bolsonaro (PL RJ) escreveu ao governo americano pedindo para segurar as tarifas sobre produtos brasileiros. E deixou isso bem claro nas redes sociais nesta quinta feira (2).

Tudo começou quando o senador enviou uma carta ao USTR, o órgão americano que cuida de comércio exterior, pedindo que os Estados Unidos suspendessem a proposta de taxar produtos do Brasil e, em vez disso, abrissem uma negociação bilateral sobre o assunto. No texto, Flávio argumenta que aplicar as tarifas agora seria dar de bandeja uma vitória política para o governo Lula, algo que, segundo ele, prejudicaria tanto a economia americana quanto os brasileiros que dependem dessa relação comercial. Ele foi ainda mais longe e disse que as tarifas "recompensariam justamente os infratores que deveriam punir".

Lula não deixou barato. Foi direto às redes para responder, e usou palavras duras. "Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria", escreveu o presidente. E completou: "Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois. Nossa Pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável. O Brasil é dos brasileiros."

O presidente também não poupou críticas à família Bolsonaro como um todo, acusando o grupo de colocar os interesses americanos acima dos do próprio país. "É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, como fica claro no documento enviado hoje por um de seus integrantes ao governo norte-americano", disse.

É um episódio que mostra bem como a disputa política interna acabou virando também uma queda de braço sobre como o Brasil deve se posicionar diante das tarifas americanas, e não é a primeira vez que esse tipo de embate ganha as redes sociais dessa forma.