Política

Ciro Nogueira defende investigação de Flávio Bolsonaro no caso Master

Ciro Nogueira destacou confiar no trabalho da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público, defendendo que não haja privilégios no processo

Por Sputnik Brasil com Redação 22/05/2026 06h06
Ciro Nogueira defende investigação de Flávio Bolsonaro no caso Master
Foto: © Foto / Moreira Mariz/Agência Senado

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou nesta quinta-feira (21) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve ser investigado no caso Master, assim como todos os envolvidos, e cobrou uma apuração isenta das autoridades.

Em entrevista à TV Clube, Ciro Nogueira destacou confiar no trabalho da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público, defendendo que não haja privilégios no processo. “Eu não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio. Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo”, declarou, ressaltando que qualquer responsabilização deve ocorrer apenas após análise das provas.

O senador enfatizou a necessidade de romper com práticas de proteção política a investigados e garantir que casos de corrupção ou irregularidades sejam tratados com imparcialidade. “Neste país, não pode mais haver ninguém cometendo ilícito que possa ser beneficiado por proteção”, afirmou.

Ciro Nogueira também criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” nas investigações, alegando que nomes ligados à oposição estariam sendo mais expostos. “Se for comprovada alguma coisa ilícita que possa manchar a minha honra, eu jamais vou voltar para o meu estado com alguma mácula no meu mandato”, disse.

Questionado sobre o impacto político do caso para a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, Ciro afirmou que o cenário brasileiro já enfrentou reviravoltas maiores, citando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como exemplo. “Nós já tivemos no país um presidente da República que ficou preso 500 dias e hoje é o presidente da República”, lembrou.

Ciro Nogueira é suspeito de receber uma mesada de R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de favorecimento político para o Banco Master.

Repasse de R$ 14 milhões é investigado

Mais cedo, veio à tona que a PF investiga o repasse de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit, controlado pelo empresário Ricardo Magro, para uma empresa registrada em nome de familiares do senador.

Segundo a PF, a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda. movimentou R$ 14,2 milhões em 2024 por meio da Athena Real Estate Ltda., ligada a imóveis suspeitos de serem operados pelo grupo Refit.

Em nota, o senador afirmou que os valores são referentes à venda regular de um terreno em Teresina. A defesa de Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do parlamentar, não se manifestou.

Por Sputinik Brasil