Política
Renan Filho tem razão: o cenário está indefinido em Alagoas; entenda
O quadro só será definido quando os demais candidatos ao governo se posicionarem
Imagine escalar um time sem saber quem será o adversário. O Brasil conheceu seus adversários da primeira fase da Copa do Mundo (Marrocos, Haiti e Escócia) em dezembro de 2025, seis meses antes da disputar começar.
Na política, o cenário em Alagoas vive situação semelhante.
Em declaração nos corredores do Senado, nessa terça-feira (07/04), o senador Renan Filho (MDB), pré-candidato ao governo, afirmou que o “cenário em Alagoas não está definido”. Em seguida, completou: “pretendo fazer um amplo debate”.
Ele tem razão. O quadro só será definido quando os demais candidatos ao governo se posicionarem.
Enquanto JHC e Alfredo Gaspar não decidem para onde vão, o cenário segue indefinido — especialmente na oposição. É essa definição que vai organizar palanques para o governo e, na sequência, reposicionar a disputa ao Senado.
Hoje, há um nome certo para o governo: Renan Filho. Para o Senado, três: Arthur Lira, Davi Davino Filho e Renan Calheiros. JHC e Gaspar podem entrar em uma dessas duas disputas. E, enquanto não se definem, travam o início efetivo da corrida eleitoral.
Governo
Apenas uma candidatura está confirmada. Duas seguem em aberto.
Renan Filho (MDB): Já decidiu que será candidato. Se perder, mantém quatro anos de mandato no Senado. Parte de uma base política consolidada.
JHC (PSDB): Já deixou a prefeitura. Não tem mais nada a perder. Agora só lhe resta disputar a eleição. Se for para o governo, poderemos ter um clássico ou uma melhor de três.
Alfredo Gaspar (União Brasil): Pode disputar governo, Senado ou recuar para federal.
Se for ao governo e perder, fica sem mandato. Se optar por outras disputas, amplia as chances eleitorais.
No cenário mais tranquilo para Renan Filho, JHC e Gaspar podem desistir do governo e a oposição lançar um nome apenas para constar, pró-forma.
Senado
São duas vagas em disputa. Três candidaturas já estão colocadas.
lançar um nome apenas para constar, pró-forma.
Arthur Lira (PP): Disputa o Senado. Mantém espaço político com o filho na Câmara.
Não perde força e arrisca um salto maior.
Renan Calheiros (MDB): Vai à reeleição. Seu maior risco é perder o mandato.
Davi Davino Filho (Republicanos): Entra na disputa sem mandato. Só em a ganhar.
Dependendo das candidaturas ao governo, poderemos ter outros nomes ao Senado.
Em aberto
JHC: Se não for ao governo, pode disputar o Senado. Decisão impacta toda a oposição. Tem opção de sair só ou formar palanque tanto na oposição quanto no governo.
Alfredo Gaspar: Se não for ao governo, tende ao Senado. Se for candidato, mudar o equilíbrio da disputa.
Ronaldo Lessa (PDT): Hoje tem um único caminho: Senado. Alternativa é encerrar a carreira como vice sem disputar a eleição.
Dr. Wanderley (MDB): Deputado estadual. Não disputará reeleição. Abre espaço para o filho na Assembleia. Entra sem risco político direto.
Pode ir para Câmara ou Senado.
Dependendo do cenário ao governo, novos nomes podem entrar.
O xis da questão
A definição do governo é o eixo da eleição. JHC e Gaspar ainda não fecharam posição, mas a tendência é de que a oposição tenha um nome competitivo na disputa.
Renan Filho já decidiu. Será candidato ao governo. E aguarda a definição dos adversários. Depois disso, o Senado passa a ser o próximo movimento.

