Política
PSD e MDB escalam chapas de federal: “nosso grupo está forte”, diz LA
A disputa proporcional em Alagoas tende a ter forte protagonismo de MDB e PSD dentro do grupo governista
A montagem da chapa de deputado federal do PSD em Alagoas entrou na reta final com um cenário que, segundo o presidente estadual do partido, deputado federal Luciano Amaral, tende a ser equilibrado. Na avaliação dele, a disputa interna pela segunda vaga da legenda na Câmara deve ocorrer em um patamar semelhante entre os candidatos.
Em entrevista ao Blog do Edivaldo Junior, LA também avaliou que o MDB conseguirá montar uma boa chapa, capaz de fazer – igual ao seu PSD – dois federais, além de eleger de 15 a 16 deputados estaduais no “chapão”, o governador e ao menos um senador. “Nosso grupo está muito forte”, aponta.
Sobre a chapa de federal, ele aposta em equilíbrio. “Se falar de candidato, todo mundo tem chance. Ninguém pode subestimar ninguém. Quem entrar está praticamente num peso parecido. Evidentemente alguém pode surpreender para mais ou para menos, mas todos têm potencial de 40, 50 mil votos”, afirmou Luciano Amaral ao Blog do Edivaldo Junior.
Segundo ele, a configuração atual da nominata indica que os pré-candidatos partem praticamente do mesmo ponto de largada, com bases eleitorais semelhantes e potencial competitivo.
“Se você olhar, quase todo mundo tem praticamente a mesma largada. Todo mundo começa com uma base boa. Agora é trabalhar para ampliar”, disse.
Na avaliação do dirigente, esse equilíbrio tende a tornar a disputa pela segunda vaga mais aberta dentro da chapa.
MDB e PSD
A disputa proporcional em Alagoas tende a ter forte protagonismo de MDB e PSD dentro do grupo governista. Juntos, os dois partidos já têm três deputados federais e trabalham para ampliar esse número para quatro na próxima eleição.
O MDB tem atualmente dois parlamentares na Câmara: Isnaldo Bulhões e Rafael Brito. O PSD conta com um deputado federal, Luciano Amaral.
As duas legendas trabalham na montagem de chapas competitivas. No PSD, além de Luciano Amaral, já estão no projeto os ex-prefeitos Júlio Cezar (Palmeira dos Índios), Rui Palmeira (Maceió), Júlio Cezar (Palmeira dos Índios) e Marcos Madeira (Maragogi), o ex-deputado estadual Davi Maia, a vice-prefeita de Arapiraca, Rute Nezinho, e a ex-vereadora e ex-candidata a prefeita de Pilar, Thaís Canuto. A nominata ainda deve ganhar novos nomes até ser completada.
No MDB, a expectativa é montar uma chapa com perfil semelhante, reunindo lideranças regionais e nomes com base eleitoral consolidada. Entre nomes definidos estão Tereza Nelma e Chicão. Entre prováveis Fátima Santiago, Silvânia Barbosa, Amarides Otto Kümmer, Elba Vasconcelos, Maurício Quintella, Cristiano Matheus, Gilvan Barros, Zé Márcio e Renato Filho.
A estratégia é garantir competitividade suficiente para manter as duas cadeiras atuais e, se possível, ampliar a bancada.
Meta é eleger dois federais
O PSD trabalha com uma meta clara para a eleição proporcional: conquistar duas cadeiras na Câmara dos Deputados. Para Luciano Amaral, o cenário é viável se a chapa mantiver o desempenho esperado.
Na projeção interna do partido, o principal candidato da chapa pode ter 120 mil votos, combinada com um desempenho médio entre os demais postulantes, pode garantir o coeficiente necessário.
“Natural, fechou. Mas vamos trabalhar firme para todo mundo ter mais. Para fazer dois está muito fácil, chapa”, avaliou.
Luciano também acredita que o cenário proporcional em Alagoas tende a concentrar a disputa principalmente entre MDB e PSD dentro do grupo governista.
“O MDB vai montar a chapa deles com peso e nós estamos praticamente com a nossa pronta. O importante é todo mundo trabalhar forte”, afirmou.


