Política
Senador que colocou feminicídio no código penal cutuca lira: “ausência master”
Renan tem reiterado em discursos e publicações a necessidade de ampliar a proteção às mulheres e de manter a pauta como prioridade permanente no Congresso
A ausência de Arthur Lira no ato de lançamento do novo pacto de combate à violência contra a mulher, promovido pelo presidente Lula, virou mote para o senador Renan Calheiros. Em publicação nas redes sociais, ele criticou o que chamou de ausência “master” do adversário em um evento simbólico para a pauta feminina.
“No Senado colocamos o feminicídio no Código Penal. Não pude ir à solenidade do Planalto porque estava abrindo a investigação contra o Master. Mas a ausência master de Alagoas na solenidade de combate às agressões contra a mulher foi do deputado Arthur Lira”, disse Renan Calheiros no X.
A crítica ganha peso no contexto da trajetória política do senador. Quando presidiu o Senado, Renan esteve à frente da aprovação da Lei Maria da Penha, considerada pela Organização das Nações Unidas uma das legislações mais avançadas do mundo no enfrentamento à violência doméstica. O período também foi marcado pela aprovação de mais de 20 projetos voltados ao fortalecimento das políticas de proteção às mulheres.
Entre as iniciativas aprovadas naquele período, o Senado consolidou mecanismos de proteção, ampliou medidas cautelares contra agressores e instituiu políticas nacionais de dados para monitorar a violência doméstica. A estratégia buscava corrigir falhas da legislação original e garantir que os instrumentos legais tivessem aplicação prática, com punições mais efetivas.
Renan tem reiterado em discursos e publicações a necessidade de ampliar a proteção às mulheres e de manter a pauta como prioridade permanente no Congresso. Ao criticar a ausência de Lira no ato do governo, o senador reforça o contraste político com o adversário e tenta se posicionar como referência histórica no tema.
A nova alfinetada ocorre em meio ao acirramento da disputa entre os dois, que devem se enfrentar diretamente na corrida ao Senado. O episódio reforça o tom cada vez mais pessoal e simbólico do embate, agora também ancorado em temas sensíveis ao eleitorado.



