Política

Lula critica intervenções militares ilegais e cobra reação da América Latina

Segundo Lula, falta "convicção" às lideranças latino-americanas para enfrentar essas crises

Por Sputnik Brasil 28/01/2026 14h02
Lula critica intervenções militares ilegais e cobra reação da América Latina
Presidente Lula. - Foto: © Foto / Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, durante o Fórum Econômico Internacional da América Latina no Panamá, as "intervenções militares ilegais" na região e a falta de resposta dos organismos multilaterais diante dessas ações. Segundo Lula, falta "convicção" às lideranças latino-americanas para enfrentar essas crises.

Apesar da postura inerte da região, o presidente brasileiro elogiou os esforços do presidente colombiano, Gustavo Petro.

"A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos [CELAC] está paralisada, apesar dos esforços do nosso querido presidente [da Colômbia] Gustavo Petro. A CELAC não consegue produzir nem mesmo uma única declaração contra as intervenções militares ilegais que abalam a nossa região", afirmou Lula.

Lula também condenou o uso da força como instrumento político, ressaltando que investidas neocoloniais e disputas por zonas de influência representam retrocessos históricos, embora não tenha especificado a qual intervenção se referia.

"A história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para combater as mazelas que assolam a todos nós. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos históricos", completou.

Mesmo ao criticar a gestão de Washington, Lula reconheceu que os Estados Unidos, em determinados momentos, atuaram como parceiros da América Latina, citando a política de boa vizinhança implementada por Franklin Roosevelt.

O presidente reforçou que o Brasil optou pelo caminho da democracia, da paz e da integração regional, defendendo que a única guerra legítima é contra a fome e a desigualdade — desafios que, segundo ele, deveriam unir os países latino-americanos, em vez de aprofundar tensões.

Por Sputnik Brasil