Política
Bezerra consegue apoio de Hugo Motta contra demarcação em Palmeira
A reunião ocorreu em São Paulo, durante agenda política que marcou a comemoração do aniversário do presidente nacional do Solidariedade
O advogado e presidente do Solidariedade em Alagoas, Adeilson Bezerra, segue atuando em defesa dos pequenos produtores rurais de Palmeira dos Índios. Ele aproveita cada espaço político para tentar evitar que agricultores sejam obrigados a deixar terras ocupadas há décadas, muitas delas com registros históricos e consolidadas como meio de sobrevivência de milhares de famílias.
Depois de levar o caso de Palmeira dos Índios ao Supremo Tribunal Federal e dialogar diretamente com o ministro Gilmar Mendes, Bezerra agora conseguiu avançar no Congresso Nacional. Em encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ele reforçou a defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Marco Temporal, tratada por ele como estratégia para dar segurança jurídica ao campo e reduzir conflitos fundiários.
A reunião ocorreu em São Paulo, durante agenda política que marcou a comemoração do aniversário do presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, e reuniu lideranças de diferentes regiões do país. No encontro, Bezerra voltou a tratar da situação vivida em Palmeira dos Índios, onde pequenos produtores vivem com o temor constante de perder suas propriedades em razão do processo de demarcação de terras.
Para Adeilson Bezerra, a falta de regras claras tem alimentado insegurança social, econômica e emocional. “A PEC do Marco Temporal representa uma solução jurídica necessária para pôr fim a conflitos históricos, assegurando direitos e permitindo o desenvolvimento das regiões afetadas”, afirmou, ao defender que o debate leve em conta tanto os direitos indígenas quanto a realidade de agricultores que vivem da terra há gerações.
Segundo Bezerra, a luta não se limita a uma bandeira ideológica ou partidária. O objetivo, sustenta, é evitar que famílias sejam retiradas de áreas produtivas sem um processo equilibrado, que considere registros legais, função social da terra e impacto econômico sobre municípios inteiros.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, reconheceu publicamente a atuação do dirigente alagoano. “Adeilson tem feito um trabalho sério e consistente em defesa dos pequenos produtores rurais, especialmente em Alagoas. É uma liderança que conhece a realidade do campo e atua de forma responsável para garantir segurança jurídica e justiça social a quem vive da terra”, declarou.
O encontro reforça o movimento iniciado por Bezerra em Brasília, que começou no STF e agora ganha força no Legislativo. Ao transitar entre o Judiciário e o Congresso, ele tenta construir uma alternativa que impeça soluções automáticas e preserve os pequenos agricultores de Palmeira dos Índios, mantendo o tema no centro do debate nacional e ampliando a pressão por um modelo que evite conflitos e rupturas sociais no interior de Alagoas.


