Política
Lira dobra aposta no Senado e amplia ofensiva contra Renan e Gaspar
A estratégia é de ampliação de apoios políticos, principalmente, sobre o chamado segundo voto no interior de Alagoas.
A movimentação de aliados rumo ao Senado parece não ter alterado os planos de Arthur Lira. Ao contrário. O deputado federal e ex-presidente da Câmara reagiu dobrando a aposta e acelerando articulações para consolidar de sua pré-candidatura. A estratégia é de ampliação de apoios políticos, principalmente, sobre o chamado segundo voto no interior de Alagoas.
O desejo de Lira – e ele não esconde isso de ninguém – era um disputa com um número menor de candidatos competitivos. O ideal era que os nomes competitivos fossem o dele e de Renan Calheiros. Era. Se do lado do governo, a situação é de calmaria, na oposição foge ao controle.
Depois do anúncio da pré-candidatura de Davi Davino Filho, a informação praticamente confirmada é que Alfredo Gaspar também será candidato ao Senado. Além deles, Marina Candia, mulher de JHC, também estaria disposta a disputar a mesma vaga.
Em entrevista recente, Lira avisou em entrevista, alto e bom som que espera o apoio destes aliados: “Sou pré-candidato ao Senado. Davi Davino e Alfredo são aliados e não tem a possibilidade de sair Arthur, Davino e Alfredo (ao mesmo tempo para o Senado), nem tem espaço para isso”, disse ao Globo. Ele também espera o apoio do prefeito de Maceió, JHC.
Com o terreno minado entre seus principais aliados na capital, Lira parece ter decidido avançar com maior força no interior. Somente nessa quarta-feira (7/01), Lira anunciou novos apoios estratégicos: o prefeito de Paripueira, Abraão Moura; a deputada estadual Cibele Moura; o ex-deputado estadual Dudu Albuquerque e seu filho, o deputado estadual Breno Albuquerque. Trata-se de um movimento com peso regional e simbólico, envolvendo grupos familiares com histórico eleitoral e capacidade de transferência de votos.
Com essas adesões, interlocutores próximos ao parlamentar avaliam que Arthur Lira já conta com o apoio de cerca de 80 dos 102 prefeitos alagoanos — um número expressivo, que reforça sua musculatura política e consolida sua presença nos municípios, onde o voto majoritário costuma ser mais previsível e menos ideológico.
A ofensiva de Lira tem um foco claro: o segundo voto ao Senado, especialmente em redutos tradicionalmente ligados ao MDB e ao senador Renan Calheiros. Ao atrair prefeitos, ex-prefeitos e lideranças que orbitam a base emedebista, Lira passa a disputar esse espaço com mais intensidade, fragmentando alianças e reduzindo margens de conforto dos adversários.
Na prática é um movimento contra Renan Calheiros, considerado principal adversário hoje do ex-presidente da Câmara dos Deputados e não deixa de ser uma tentativa de “frear” Alfredo Gaspar de Mendonça. De acordo com as pesquisas mais recentes, Renan e Gaspar aparecem à frente de Lira.


