Política
Em meio à silêncio de Lira, Calheiros intervém e pede punição para "golpistas" em Rio Largo
Presidente da Câmara leu falsa carta de renúncia e tomou posse como prefeito do município; Senador chegou a citar 'pressão' sofrida pelo prefeito pelo seu deputado federal, em alusão a Arthur Lira
Enquanto o deputado Arthur Lira (PP) silencia sobre a guerra política envolvendo dois membros do Progressistas, partido comandado por ele em Alagoas, o senador Renan Calheiros (MDB), intervém para cobrar uma solução para a crise de Rio Largo, terceira maior cidade do estado, envolvendo o Gilberto e Carlos Gonçalves, membros do PP, tio e sobrinho, e ex-prefeito e atual gestor, respectivamente.
Após um episódio controverso na Câmara Municipal nesta segunda-feira (31),em que o presidente da Casa, Rogério Silva (PP), leu duas cartas falsa em nome do prefeito anunciando sua renúncia e do vice, Peterson Henrique. Após a suposta renúncia, ele foi empossado prefeito interino do município.
Logo após a leitura do documento, Carlos Gonçalves, que vem travando uma guerra com seu tio e ex-prefeito Gilberto, após rompimento político entre os dois, anunciou nas redes sociais que se tratava de um documento falso e afirmou que ele “eleito democraticamente, nunca iria renunciar”, e que o episódio tratou-se de uma criminosa tentativa de golpe.
Renan classificou o episódio das cartas de Rio Largo como uma fraude grosseira, numa falsificação golpista tentando tomar o poder.
“O presidente da Câmara de Rio Largo surpreendeu a todos lendo duas cartas que seriam da renúncia do vice-prefeito e do prefeito da cidade. O prefeito Carlos não renunciou, não renunciaria. Tanto que na semana passada, ele procurou o juiz de direito da cidade, promotor, a polícia, o Ministério Público Estadual e o governador do estado prevenindo a todos com relação a possibilidade de apresentação dessas cartas. Como? Porque?”, questionou Calheiros.
“Porque o ex-prefeito, Gilberto Gonçalves, estava anunciando para quem quisesse ouvir que o prefeito renunciaria e que isso, que essa renúncia seriam consequências das ameaças e da pressões que ele e seus familiares e o seu deputado federal [em alusão direta à Arthur Lira], estavam fazendo ao prefeito Carlos. Isso é uma coisa inominável, uma fraude, uma grosseria, golpe. Essas pessoas que participaram dessa fraude precisam ser severamente punidas”, completou o senador
Renan afirmou também que o presidente da Câmara não disse de quem recebeu a carta, datou com a data de hoje, e, em seguida, se empossou na Prefeitura Municipal. “Certamente por ser o beneficiário direto e pelo absurdo que cometeu, ele deve também ter participado da fraude e falsificação”.
Na última semana, Renan chegou a reunir-se com Carlos em Brasília, em meio à crise em Rio Largo, o que indicaria um convite para ingresso no MDB, o que não foi formalmente realizado.
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