Política

O que o tal de dr. Mário tem a ver com “JHC fazendo fuá” com dinheiro da Braskem?

Por Blog do Edivaldo Júnior 11/11/2023 09h09 - Atualizado em 11/11/2023 10h10
O que o tal de dr. Mário tem a ver com “JHC fazendo fuá” com dinheiro da Braskem?
Joãozinho Gabriel (Reprodução Instagram) - Foto: Reprodução

Não é apenas o delegador vereador que quer saber. Outros colegas de Kelmann Vieira (Podemos) na Câmara Municipal de Maceió também estão querendo descobrir quem é esse “tal de dr. Mário”?.

Depois que o assunto foi levantado em plenário esta semana (veja aqui), o vereador Joãozinho Gabriel também saiu pela cidade tentando “descobrir” quem se esse “tal de Mário” é um empresário do Mato Grosso que teria algum tipo relação com as obras que estão sendo realizadas pela Braskem em Maceió.

A título de compensação, a Braskem fechou acordo com a prefeitura de Maceió e o Ministério Federal em 2022 (veja aqui) de compensações socioambientais para a realização de obras de mobilidade na capital. O valor previsto era de R$ 360 milhões (o suficiente para construir 5 viadutos iguais ao da PRF ou para construir 4 hospitais, 7 Upas e ainda construir 30 creches do tipo CRIA em Maceió).

Das obras executadas até agora, a maior visibilidade é a implantação de semáforos inteligentes, construção de uma ciclovia no canteiro central e alargamento da duplicação, tudo em um pequeno trecho da Avenida Durval de Gois Monteiro, no Tabuleiro.

Estranhamente, a página que mostrava mais detalhes destas obras foi retirada do ar na Internet pela Braske (veja aqui o endereço, agora com link quebrado)

Essas obras, segundo suspeita levantada por Kelamnn teriam o ‘dedo’ de um “tal de dr Mário de Cuiabá”. Estranhamente, também, a MTSul, empresa que executa estas obras é sediada em Cuiabá, MT, e ainda mais estranhamente foi escolhida pela Braskem, embora existam dezenas de outras empresas do mesmo tipo e porte em Alagoas e no Nordeste.

“Queremos saber quem é esse dr. Mário que comanda estas obras com dinheiro da Braskem e com orientação da prefeitura”, diz Joãozinho Gabriel. “O Kelmann que também é delegado já avisou que vai investigar e nós vamos ajudar”, diz Joãozinho.

Em entrevista ao Bartepato, com Geraldo Câmara, esta semana, Joãozinho vai além e avisa: “estamos fiscalizando o que a prefeitura está fazendo com o dinheiro da Braskem, com o dinheiro do maceioense. Eu sempre digo que o prefeito Maceió tem feito fuá com dinheiro público da desgraça alheia do povo, que moravam lá (Pinheiros). O que é que foi feito? O fundo de amparo, o que é que foi feito, cadê o dinheiro?”, dispara o vereador.

Depois de Kelmann e Joãozinho, a curiosidade só aumenta. Afinal, existe de fato um tal de dr. Mário, um empresário rico, ligado ao setor agropecuário, que frequenta altas rodas de Maceió acompanhado de importante autoridade? E se existe, ele tem alguma influência nas obras que a Braskem realiza em Maceió para a prefeitura, a partir de acordo com o MPF?

Alguém aí tem alguma pista?

Veja o que o vereador diz nas redes sociais:

-É muito preocupante a forma desenfreada e sem transparência que a Prefeitura de Maceió está gastando os R$ 1.7 bilhões de reais da indenização pagos pela empresa Braskem ao Município.

-São empresas de outros estados sendo contratadas sem qualquer tipo de licitação para realizar obras em nossa cidade; terrenos sendo comprados e ou desapropriados pela Prefeitura sem qualquer tipo de transparência, publicidade e diálogo com a Casa do Legislativo Municipal e a sociedade.

-Por isso, eu e o vereador Kelmann Vieira, estamos atentos e nos debruçando nas documentações que estamos tendo acesso para em breve poder divulgar e esclarecer à sociedade maceioense quais bens e terrenos estão sendo adquiridos e desapropriados pela Prefeitura de Maceió com o dinheiro da Braskem.

– É triste ver o prefeito JHC torrando os R$ 1.7 bilhões de reais da indenização paga pela Braskem sem apresentar qualquer tipo de explicação aos cidadãos de Maceió. E é mais inaceitável ainda que a sociedade maceioense, principalmente as famílias vítimas que moravam nos bairros afetados pelo afundamento de solo, não tenham direito a parte dessa grana e muito menos acesso ao tão falado Fundo de Amparo às vítimas da Braskem.