Polícia

Operação Sem Desconto mira aliados de Weverton Rocha em nova fase

Entre os alvos desta etapa estão o advogado Willer Tomaz e parentes do senador Weverton Rocha (PDT)

Por Sputnik Brasil com Redação 04/08/2026 12h12
Operação Sem Desconto mira aliados de Weverton Rocha em nova fase
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão em nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga lavagem de dinheiro relacionada a um esquema de fraudes no INSS.

Entre os alvos desta etapa estão o advogado Willer Tomaz e parentes do senador Weverton Rocha (PDT). Segundo a PF, foram identificadas movimentações financeiras e patrimoniais atípicas, realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas de terceiros, estruturas empresariais e operações em espécie, com indícios de ocultação de origem e destino dos valores.

As diligências buscam reunir novas provas, esclarecer a finalidade dos repasses e individualizar a conduta dos investigados.

A operação, que já apura irregularidades em descontos indevidos a aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024 — com prejuízo estimado em até R$ 6,3 bilhões —, concentra agora esforços na suspeita de lavagem de dinheiro relacionada aos fatos investigados.

Segundo jornal de grande circulação nacional, a PF destacou que a nova etapa foi motivada por indícios de ocultação de recursos através de diferentes mecanismos financeiros, com o objetivo de avançar na compreensão da rota do dinheiro e das responsabilidades individuais.

A defesa de Willer Tomaz afirmou que ele não é investigado e que a busca ocorreu apenas porque é proprietário da aeronave utilizada pelo senador Weverton Rocha em viagem já conhecida publicamente. Segundo nota, a disponibilização da aeronave teve caráter pessoal e não guarda relação com o esquema investigado.

O advogado declarou confiar na apuração serena dos fatos e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. A PF, por sua vez, mantém o foco na análise das estruturas financeiras supostamente usadas para ocultação de valores.

A operação segue sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela autorização das buscas. As investigações continuam para detalhar a origem dos recursos, a destinação dos repasses e o papel de cada envolvido.

Por Sputinik Brasil