Polícia

Delegado revela que sobrinho de prefeito foi 'batizado' no Rio de Janeiro

Renatinho era apontado como liderança do Comando Vermelho na divisa entre Alagoas e Pernambuco; polícia investiga guerra com rival 'Fubinha'

Por Redação 17/07/2026 13h01 - Atualizado em 17/07/2026 13h01
Delegado revela que sobrinho de prefeito foi 'batizado' no Rio de Janeiro
Delegado detalha histórico de crimes de sobrinho de prefeito - Foto: Reprodução

Novos detalhes revelados pela Polícia Civil de Alagoas apontam que Renato Mendes de Vasconcelos, o "Renatinho", morto em confronto na última quinta-feira (16), tinha conexões diretas com a cúpula nacional do crime organizado. Segundo o delegado Igor Diego, o sobrinho do prefeito de Maragogi foi oficialmente "batizado" pela facção Comando Vermelho (CV) durante uma temporada no Rio de Janeiro.

O ritual de iniciação deu a Renatinho o status de "grande liderança" na divisa estratégica entre Alagoas e Pernambuco, comandando o tráfico no Distrito de Peroba e nas cidades vizinhas de São José da Coroa Grande e Tamandaré. A polícia monitorava o suspeito desde a adolescência por um histórico que acumulava roubos, violência doméstica e comércio ilegal de armas de fogo.

Ostentação e guerra de facções: O delegado detalhou que o criminoso usava as redes sociais para exibir armamentos pesados. O objetivo era intimidar facções rivais, especialmente o grupo liderado por um traficante local conhecido como "Fubinha", com quem Renatinho disputava o controle absoluto das rotas de droga no Litoral Norte.

O cerco policial e os próximos passos


A investigação detalhou a dinâmica exata da perseguição que terminou na morte do suspeito. Após retornar de uma viagem interestadual, Renatinho passou de carro em frente ao Batalhão da Polícia Militar, desencadeando um acompanhamento tático.

Ao tentar fugir em direção ao Centro de Maragogi, ele bateu o veículo contra viaturas que bloqueavam a via e abriu fogo contra os policiais. No revide, foi baleado e levado à UPA do município, onde faleceu.

A Polícia Civil manteve o inquérito aberto para mapear o restante da rede de contatos da facção na região turística. Paralelamente, como manda o protocolo de segurança em casos de mortes decorrentes de intervenção estatal, a conduta dos policiais militares envolvidos no tiroteio também será formalmente investigada.