Polícia
51 mil litros de diesel ameaçam o Rio Jequiá depois de caminhão explodir na BR-101
ICMBio, Ibama e IMA trabalham para conter o vazamento de combustível causado pelo acidente entre São Miguel dos Campos e Campo Alegre
O acidente na BR-101 ganhou uma dimensão muito mais grave do que parecia no início. O caminhão-tanque que tombou e explodiu na manhã desta segunda-feira (22), entre São Miguel dos Campos e o Distrito de Luziápolis, em Campo Alegre, transportava cerca de 51 mil litros de diesel S10 — uma quantidade enorme, segundo confirmou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que já acompanha a ocorrência junto com outros órgãos ambientais.
E o problema não parou na pista. Parte da carga começou a escoar em direção ao Rio Jequiá, levantando o alerta para um possível desastre ambiental na região.
Segundo o ICMBio, uma parte do diesel está sendo queimada pelas próprias chamas provocadas pelo tombamento. Mas outra parte segue avançando pelo terreno ao redor do acidente, o que motivou a mobilização imediata de equipes do Ibama, do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e da Polícia Rodoviária Federal. Juntos, eles estão trabalhando para conter o produto antes que ele chegue de fato ao rio.
Por enquanto, os órgãos fazem avaliações técnicas no local para entender a real extensão dos danos e decidir quais medidas de emergência são necessárias para proteger o Rio Jequiá e os ecossistemas da região.
Sobre o acidente em si: o motorista do caminhão, modelo bitrem, foi socorrido logo depois do tombamento, que aconteceu no quilômetro 150,6 da BR-101. Seu estado de saúde ainda não foi divulgado. Das duas composições do veículo, uma explodiu — a outra continua no local, exigindo atenção redobrada das equipes de emergência.
A rodovia segue interditada nos dois sentidos, sem previsão de liberação. Quem precisa seguir de Alagoas para Sergipe (ou no caminho contrário) deve fazer o desvio por São Miguel dos Campos, passar por Arapiraca e retornar à BR-101 em São Sebastião.
As autoridades continuam monitorando a situação de perto, e novas informações devem surgir à medida que os trabalhos de contenção e avaliação ambiental avançarem.


