Polícia
No Centro: Homem em situação de rua espanca outro à luz do dia em Maceió
Agressão brutal foi gravada em vídeo e presenciada por pedestres e motoristas; secretário de Segurança afirma que briga foi motivada por drogas e cobra medidas para dependentes químicos
Um vídeo registrado nesta semana flagrou o momento em que um homem em situação de rua espancou outro violentamente, à luz do dia, em plena via pública no Centro de Maceió. As cenas de agressão física aconteceram diante de outras pessoas que também vivem em condições de vulnerabilidade social e de cidadãos que passavam a pé ou de carro pelo local. Até o momento, os dois envolvidos não tiveram as suas identidades reveladas.
Em entrevista concedida ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, nesta quarta-feira (17), o secretário municipal de Segurança Cidadã, Thiago Prado, confirmou que as forças de segurança chegaram a enviar uma equipe até o endereço do conflito, mas nenhum dos brigões foi localizado. O secretário ressaltou que ambos são usuários de drogas já conhecidos por circular e cometer pequenos delitos naquela região.
Crise de abstinência e histórico de agressões na área
De acordo com Thiago Prado, o pano de fundo para esse tipo de brutalidade é quase sempre o mesmo: o vício e a falta de entorpecentes.
"Esses usuários frequentemente entram em crise de abstinência por falta da droga, ou até então, no momento de partilhar a substância entorpecente, entram em conflito", explicou o secretário.
Prado também aproveitou para relembrar que o Centro e o entorno da Praça dos Martírios têm sido palco recorrente dessa violência descontrolada. Ele citou episódios recentes semelhantes, como o espancamento de uma mulher trans na mesma localidade e a tentativa de homicídio sofrida por um homem que foi atacado por outras duas pessoas.
O impasse das abordagens sociais
A prefeitura informou que equipes de assistência social realizam abordagens constantes na área central da cidade na tentativa de retirar essas pessoas das calçadas, oferecendo vagas em abrigos públicos ou o encaminhamento para o programa de aluguel social. Contudo, a legislação garante a eles o direito de recusar a ajuda.
"Elas têm o direito de não quererem e assim o fazem. Elas preferem continuar na rua e aí geram esse tipo de conflito. Algo precisa ser feito em relação aos dependentes químicos em situação de rua pois isso aumenta muito o nível de violência urbana na nossa cidade", desabafou e cobrou o chefe da Segurança Cidadã.
As autoridades reforçam que, caso a população presencie qualquer outra cena de agressão ou crime no Centro, deve acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190 ou a Guarda Municipal através do número 153.
Com TNH1.


