Polícia

Facção ligada ao CV amplia influência no Litoral Norte de Alagoas

Grupo conhecido como Tropa do Kebinho é investigado por tráfico, armamento e atuação criminosa em cidades da região

Por Esther Barros 08/06/2026 07h07
Facção ligada ao CV amplia influência no Litoral Norte de Alagoas
. - Foto: Reprodução

A atuação da facção conhecida como Tropa do Kebinho voltou ao radar das forças de segurança após uma operação policial terminar com a morte de um suspeito apontado como integrante do grupo, no município de São Miguel dos Milagres, no Litoral Norte de Alagoas.

Segundo informações da Polícia Militar, a organização criminosa possui ligação com o Comando Vermelho e mantém presença em cidades da região costeira, onde é investigada por envolvimento com tráfico de drogas, circulação de armas e disputas territoriais.

O suspeito morto durante a ação foi identificado apenas pelo apelido de “Camelo”. De acordo com a Diretoria de Inteligência da PMAL (DINT), ele seria um dos responsáveis por atuar na linha armada da facção.

As investigações apontam que o grupo possui divisão de funções entre seus integrantes, incluindo pessoas encarregadas da distribuição de drogas, vigilância de áreas dominadas e apoio armado. O líder da facção, conhecido como Kebinho, é citado pelas autoridades como alvo da Operação Morro do Alemão e estaria escondido no Rio de Janeiro.

A ocorrência que resultou na morte do suspeito começou após denúncias relacionadas ao tráfico de drogas e porte ilegal de arma em São Miguel dos Milagres. Durante a abordagem realizada por equipes da Companhia de Pronta Resposta (CPR), houve troca de tiros.

Ferido, o suspeito chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Regional do Norte, em Porto Calvo, mas não resistiu aos ferimentos.

Na ação, os policiais apreenderam um revólver calibre .357, munições deflagradas, porções de crack e maconha, além de uma balaclava e uma mochila. Todo o material recolhido foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil em Matriz de Camaragibe.

As forças de segurança seguem monitorando a atuação da facção na região e investigam possíveis conexões do grupo com outros núcleos criminosos que operam no estado.