Polícia
“Foi execução”, diz tio de policial morto em Alagoas após ver corpo no IML
Delegado Luciano Cardoso contesta versão de surto e cobra investigação urgente
O delegado da Polícia Civil de Sergipe, Luciano Cardoso, tio do policial civil Yago Gomes, afirmou que o sobrinho foi executado pelo também policial Gildate Góes. A declaração foi feita em frente ao Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, durante a liberação do corpo.
Segundo Cardoso, a versão de que o colega teria sofrido um surto não condiz com as evidências. Ele descreveu o disparo como típico de execução:
“Chamo atenção das autoridades de Alagoas, a Polícia Judiciária, o Ministério Público de Alagoas, para que tomem providências urgentes. Eu acabei de ver que o Yago Gomes foi assassinado. Ele foi executado com um tiro na têmpora, fatal. É assim que os assassinos matam, é assim que as pessoas que têm a coragem e a decisão de suicídio fazem. O tiro foi encostado. Se foi surto, porque ele não deu o tiro na cabeça dele?”
O delegado reforçou:
“O tiro da têmpora é aquele tiro de misericórdia. Os assassinos fazem, os executores fazem, pessoas quando querem se suicidar fazem, ou seja, na têmpora é fatal, não tem volta, a chance é zero de sobrevivência.”
Cardoso classificou o crime como uma execução covarde e questionou a permanência de Gildate na ativa:
“Agora ele pratica os crimes e sai correndo dizendo que está em surto, muito fácil isso. Requer, urgentemente, laudos psiquiátricos, para comprovar o comportamento dele e o que o Estado fez. Se ele é doente mental, porque está na ativa ainda?”
O delegado também citou supostos antecedentes do suspeito:
“A informação que eu tenho é que ele já matou um colega há anos atrás, executou um preso dentro da viatura e que recentemente matou um cachorro. Será que a Corregedoria da Polícia Civil de Alagoas não tinha conhecimento desses fatos? Porque estava na ativa se era louco? Pelo que vi aqui, ele assassinou um policial Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago não concordando com a situação, ele foi lá e matou Yago para não ter testemunhas.”
Cardoso concluiu destacando o caráter do sobrinho:
“O Yago era um menino tranquilo, de um equilíbrio emocional invejável. Um bom pai, um bom filho, um bom colega, um bom amigo.”
A Polícia Civil de Alagoas anunciou uma coletiva de imprensa para esclarecer o caso ainda nesta quarta-feira (20).


