Polícia

Comissão de delegados inicia apuração sobre morte de policiais em Delmiro Gouveia

Polícia Civil trata o caso como homicídio e famílias cobram respostas

Por Redação 20/05/2026 16h04
Comissão de delegados inicia apuração sobre morte de policiais em Delmiro Gouveia
Comissão de delegados inicia apuração sobre morte de policiais em Delmiro Gouveia - Foto: Reprodução

Uma comissão formada por delegados da Polícia Civil de Alagoas foi designada para investigar a morte dos agentes Yago Gomes, 33 anos, e Denivaldo Jardel, 41 anos, assassinados dentro de uma viatura em Delmiro Gouveia. O caso é tratado como homicídio e foi detalhado em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (20).

Segundo o delegado-geral adjunto Eduardo Mero, foram encontradas duas cápsulas deflagradas e uma intacta no veículo. Após os disparos, o suspeito seguiu a pé até a casa da companheira, onde foi localizado e preso.

Durante os 30 anos de carreira, o policial investigado acumulou quatro procedimentos disciplinares, incluindo um por agressão em 2003, arquivado por falta de provas. A corporação informou que não havia histórico de violência ou problemas mentais registrados.

O delegado Sidney Tenório destacou que não existiam relatos de conflito entre os policiais envolvidos. “Inclusive eles sempre faziam diligências juntos e não há nenhum relato de briga ou desentendimento”, afirmou.

O suspeito declarou que havia ingerido bebida alcoólica com os colegas na noite anterior e disse não se lembrar do ocorrido. A Polícia Científica já realizou os primeiros levantamentos na viatura, que apresentava marcas de sangue.

O pai de Yago, Pedro Pereira, contestou a versão de surto e pediu justiça. “Saí de Aracaju e, quando cheguei, o meu filho estava com um tiro na cabeça. Como uma pessoa é capaz de uma perversidade dessas? Ele destruiu duas famílias. Estou inconformado”, disse.

O caso segue em apuração pela comissão de delegados, que também deve analisar exames toxicológicos e de corpo de delito do suspeito.