Polícia

Vazamento leva suspeito de pornografia infantil a apagar provas em AL e prejudica investigação

Segundo a delegada responsável pela apuração, Talita Aquino, a divulgação antecipada de dados do inquérito impactou diretamente o andamento das diligências

Por Redação* 16/04/2026 12h12
Vazamento leva suspeito de pornografia infantil a apagar provas em AL e prejudica investigação
Animador de festas infantis é suspeito de envolvimento com pornografia infantil - Foto: Reprodução / Redes Sociais

A investigação que resultou na prisão de um animador de festas infantis suspeito de envolvimento com pornografia infantil e abuso sexual de vulnerável, em Maceió, foi prejudicada após o vazamento de informações sigilosas. De acordo com a Polícia Civil, um dos investigados apagou arquivos de dispositivos eletrônicos após ter conhecimento do caso, comprometendo parte das provas.

Segundo a delegada responsável pela apuração, Talita Aquino, a divulgação antecipada de dados do inquérito impactou diretamente o andamento das diligências. “Isso atrapalhou o curso das investigações até o cumprimento dos mandados”, afirmou.

A operação tem como principal alvo o animador de festas infantis e também resultou na prisão de outro suspeito, detido na manhã desta quinta-feira (16) por armazenamento de material pornográfico infantil. Ambos seguem sob investigação.

De acordo com a delegada, a ação policial havia sido planejada para que os mandados fossem cumpridos de forma simultânea, estratégia que buscava evitar a destruição de provas. No entanto, com o vazamento das informações, o plano foi comprometido. “Havia toda uma logística para impedir o perecimento das provas”, destacou.

A Polícia Civil informou que a exclusão dos arquivos ocorreu na véspera do cumprimento das ordens judiciais, possivelmente após o suspeito ter tido acesso a informações divulgadas na imprensa. Agora, os dispositivos apreendidos passarão por perícia técnica na tentativa de recuperar os dados apagados.

“Identificamos que arquivos foram deletados ontem, possivelmente após ele tomar conhecimento de que era investigado”, explicou a delegada.

As investigações tiveram início há cerca de dois a três meses, a partir de denúncias anônimas e do compartilhamento de informações com a Polícia Federal. Segundo a polícia, o principal investigado atuava como animador de festas infantis, o que ampliava seu acesso a possíveis vítimas.

Até o momento, não houve registro de novas denúncias formalizadas após a repercussão do caso. A Polícia Civil reforça que a prisão representa apenas uma etapa do processo investigativo, que segue em andamento para identificar possíveis vítimas e outros envolvidos.

*Com informações da Gazetaweb