Política

Em entrevista, Santoro aponta caminhos para nova salto econômico em Alagoas

Ministro dos Transportes afirma que Alagoas reúne condições para atrair novas indústrias com gás competitivo, infraestrutura e obras estratégicas

Por Redação 02/07/2026 04h04
Em entrevista, Santoro aponta caminhos para nova salto econômico em Alagoas
. - Foto: Assessoria

Alagoas pode estar diante de um novo salto econômico. A avaliação é do ministro dos Transportes, George Santoro, feita durante entrevista ao podcast Fala, Líder, apresentado por Edivaldo Junior, na CBN Maceió.

Segundo Santoro, o Estado chega a um momento decisivo porque passou a reunir duas condições consideradas fundamentais para atrair novos investimentos: logística e energia competitiva.

Na entrevista, o ministro afirmou que a reforma tributária deve mudar a lógica da disputa por empresas entre os estados. Com menos espaço para incentivos fiscais tradicionais, a atração de investimentos dependerá cada vez mais da capacidade de oferecer infraestrutura, segurança energética e ambiente favorável aos negócios.

“Com a reforma tributária, o que vai ser importante para a atração de investimentos é logística e energia. E as duas foram trabalhadas nessas gestões”, disse Santoro, ao citar os governos de Renan Filho e Paulo Dantas.

Energia como diferencial

Um dos pontos destacados pelo ministro foi o gás natural. Segundo ele, Alagoas tem hoje “o gás mais barato do país” e uma das legislações mais modernas do Brasil para o setor.

Santoro lembrou ainda que o Estado aprovou regras para estocagem de gás, o que deve ampliar a segurança energética e tornar Alagoas mais competitivo na atração de indústrias intensivas em energia.

Na avaliação do ministro, esse diferencial poderá impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento no polo industrial de Marechal Deodoro e em outras áreas estratégicas do Estado.

“Nós vamos viver um novo ciclo nesse polo de Marechal Deodoro. Vamos atrair um grupo de empresas muito mais qualificado, que demanda energia, e vamos estar com essa segurança energética com preço competitivo”, afirmou.

Logística e infraestrutura

Santoro também destacou os investimentos em rodovias e obras estruturantes. Segundo ele, o Ministério dos Transportes tem cerca de R$ 4 bilhões contratados em projetos de ampliação de capacidade em Alagoas.

Entre as obras citadas estão o Arco Metropolitano, a BR-349, a ponte Penedo-Neópolis, a duplicação da BR-104, a conclusão de trechos da BR-101 e intervenções em rodovias federalizadas no Estado.

O ministro também comentou a declaração do senador Renan Filho de que Alagoas chegou a cerca de 400 quilômetros de rodovias duplicadas, considerando obras estaduais e federais.

Para Santoro, esse volume de investimentos tem efeito direto na economia. Ele afirmou que uma obra de duplicação pode gerar impacto multiplicador, estimulando novos negócios e ampliando a competitividade regional.

“Esses investimentos vão preparar a economia alagoana para atrair novas indústrias e novos empresários. Isso vai fazer com que a economia tenha um novo salto”, disse.

Novo ciclo

Na avaliação de Santoro, Alagoas já teve um primeiro ciclo de transformação com a reorganização das contas públicas e o aumento da capacidade de investimento do Estado. Agora, segundo ele, as condições estão dadas para uma nova etapa, baseada em infraestrutura, energia, logística e atração de empresas.

O ministro afirmou que o crescimento recente do PIB e do PIB per capita de Alagoas está relacionado aos investimentos realizados nos últimos anos em áreas estruturantes.

Para ele, o desafio agora é consolidar esse ambiente para que o Estado não dependa apenas de incentivos fiscais, mas seja escolhido por empresas pela combinação de localização, energia, logística e segurança para investir.

“Todas as condições estão dadas”, resumiu Santoro.

A entrevista com George Santoro reforça uma tese que vem ganhando força no debate econômico em Alagoas: depois de décadas marcado por limitações fiscais e dependência de atividades tradicionais, o Estado tenta construir uma nova base de crescimento.

Energia barata, obras rodoviárias, gás natural, logística e investimentos federais formam, na leitura do ministro, os pilares desse próximo ciclo.

Se essa aposta se confirmar, Alagoas poderá deixar de ser apenas um Estado promissor para se consolidar como uma economia mais competitiva no Nordeste.

*Assessoria