Polícia
Polícia indica que jovem foi induzida a denunciar falso estupro em Rio Largo
Ex-namorado e ex-cunhada chegaram a ser presos durante apuração
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) concluiu as investigações sobre o caso de um suposto estupro coletivo em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió, e apontou que uma terceira pessoa teria induzido a jovem de 18 anos a relatar falsamente o crime. Durante a apuração, o ex-namorado e a ex-cunhada da jovem chegaram a ser presos, mas não foram indiciados pelos crimes inicialmente denunciados.
De acordo com a delegada Zenilde Pinheiro, responsável pelo caso, foram reunidas provas digitais extraídas dos celulares dos investigados, depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança. Confrontada com os elementos, a vítima confessou que havia inventado a história.
Com isso, a jovem foi indiciada por denunciação caluniosa, e a terceira pessoa identificada como responsável por induzir a denúncia também responderá judicialmente. “Optamos pelo não indiciamento dos acusados e pelo indiciamento por denunciação caluniosa. Acredito que eles serão postos em liberdade e a jovem irá responder nos rigores da lei, bem como a terceira pessoa”, afirmou a delegada.
Zenilde Pinheiro destacou ainda que casos como esse podem prejudicar a credibilidade de denúncias reais de violência doméstica e sexual. “Esse fato gera um precedente perigoso, tornando frágil a palavra de vítimas reais em futuras investigações”, alertou.
O caso
A denúncia inicial relatava que a jovem teria sido levada pela ex-cunhada até uma residência, onde teria permanecido em cárcere privado por mais de dez dias, sofrendo abusos sexuais. Ela também afirmou que os crimes teriam sido gravados e divulgados na internet.
O caso veio à tona em 29 de março, quando o Hospital Ib Gatto Falcão acionou a Patrulha Maria da Penha após identificar sinais de violência sexual. A jovem foi encaminhada para atendimento médico e registro da ocorrência.
O ex-namorado e a ex-cunhada foram presos em flagrante e tiveram as prisões convertidas em preventivas, permanecendo detidos durante a investigação.


