Polícia
Alagoas ocupa 6º lugar em processos por violência doméstica
Estado registrou 3.741 ações em 2025, enquanto Brasil somou cerca de 55 mil casos ao longo do ano
Alagoas registrou 3.741 processos por violência doméstica contra a mulher em 2025, segundo levantamento da plataforma Escavador. O número coloca o estado na sexta posição no ranking nacional. Em todo o país, cerca de 55 mil ações foram abertas ao longo do ano.
Os dados, divulgados nesta quinta-feira (12), indicam concentração de processos nas regiões Nordeste e Norte. O Nordeste soma aproximadamente 24 mil casos, enquanto o Norte registra cerca de 12 mil. No Sudeste foram identificados 10 mil processos, seguido pelo Centro-Oeste, com 7 mil, e pelo Sul, com 788.
A análise da plataforma também aponta média de 151 processos por dia entre janeiro e dezembro de 2025. O período reúne registros de tribunais em todo o país e permite observar a distribuição das ações relacionadas à violência doméstica contra a mulher.
- Bahia (BA) – 9.819
- Tocantins (TO) – 8.627
- Espírito Santo (ES) – 5.744
- Distrito Federal (DF) – 4.331
- Ceará (CE) – 3.768
- Alagoas (AL) – 3.741
- Rio de Janeiro (RJ) – 3.588
- Sergipe (SE) – 3.104
- Pará (PA) – 2.755
- Goiás (GO) – 2.592
- Pernambuco (PE) – 2.056
- Minas Gerais (MG) – 1.557
- Paraíba (PB) – 780
- Paraná (PR) – 746
- Maranhão (MA) – 502
- Rio Grande do Norte (RN) – 376
- Mato Grosso (MT) – 304
- Amazonas (AM) – 299
- Roraima (RR) – 167
- Piauí (PI) – 157
- Rondônia (RO) – 130
- Acre (AC) – 72
- Amapá (AP) – 41
- São Paulo (SP) – 37
- Santa Catarina (SC) – 32
- Mato Grosso do Sul (MS) – 24
- Rio Grande do Sul (RS) – 10
Segundo Dalila Pinheiro, Senior Legal Analyst e DPO da plataforma Escavador, a organização das informações por estado permite identificar padrões de ocorrência e orientar ações institucionais.
“Os números mostram que a violência doméstica não está distribuída de forma homogênea pelo país. A Bahia concentra uma quantidade alarmante de casos, maior do que a soma de todos os processos das regiões Sul e Norte. Isso evidencia desigualdades estruturais e aponta para a necessidade de políticas públicas mais direcionadas”, afirma.
A especialista também observa variação no número de registros ao longo de 2025, com queda nos primeiros meses e aumento no segundo trimestre, seguido por pico em setembro, quando cerca de 5,4 mil processos foram abertos no país.
“Os padrões observados ao longo do ano revelam que a violência doméstica não segue um ritmo uniforme, o que indica a necessidade de estratégias contínuas de prevenção e apoio às vítimas”, diz.


