Polícia

Caso Felca: Justiça decreta internação de menor alagoano que ameaçou psicóloga após entrevista

Jovem é investigado por envolvimento em crimes cibernéticos

Por Redação* 28/08/2025 14h02 - Atualizado em 28/08/2025 15h03
Caso Felca: Justiça decreta internação de menor alagoano que ameaçou psicóloga após entrevista
Adolescente detido em Arapiraca ameaçou psicóloga do vídeo de Felca - Foto: Reprodução/ Vídeo

A Justiça de Alagoas determinou a internação provisória do adolescente de 17 anos que foi apreendido por suspeita de envolvimento em crimes cibernéticos, incluindo exploração sexual de crianças e adolescentes. O suspeito foi detido nessa quarta-feira (27), durante uma operação em Arapiraca.

Segundo informações, ele fez ameaças de morte à psicóloga que apareceu no vídeo do youtuber Felca sobre adultização de crianças e adolescentes. Dois celulares foram confiscados e passarão por perícia.

O menor é suspeito de integrar uma quadrilha que promovia “desafios” na internet para coagir e explorar sexualmente crianças e adolescentes, além de praticar extorsão, chantagem e indução à automutilação.

Nesta semana, a mesma operação prendeu em Pernambuco um jovem de 22 anos suspeito de ameaçar o youtuber.

A ação foi coordenada pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), com apoio da 4ª Delegacia Regional de Polícia e da CORE, e resultou da investigação conduzida pela 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Arapiraca. 

De acordo com as investigações, ele também ameaçou a família da psicóloga e chegou a enviar uma foto da mãe dela.

"Você vai morrer sua v@%&¨*($# do c*¨%$#. Você mexeu em um ninho de abelhas, vamos matar você e a sua família se o Felipe Bressanim Pereira [Felca] não apagar o vídeo. Vou desferir múltiplos golpes de faca na traqueia da sua mãe e após isso vou estuprá-la com um pedaço de ferro quente na vagina até derreter ela por dentro. Vou torcer seu pescoço e beber o seu sangue. Nos aguarde: country" (sic)", escreveu o menor na mensagem.

Segundo o processo, além da ameaça, o adolescente é investigado por envolvimento em crimes cibernéticos como exploração sexual de menores, estupro virtual, indução à automutilação, apologia ao nazismo e "doxxing", prática que consiste na exposição de dados pessoais com fins de intimidação.

Ele também é apontado como administrador de um grupo virtual suspeito de planejar ataques contra moradores de rua.

*Com agências